Aécio nega divisão do PSDB e projeta Alckmin como candidato à presidência


Márcio Neves - UOL


Em São Paulo, o senador Aécio Neves projetou Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, como pré-candidato tucano nas eleições presidenciais de 2018, dando a entender que não participará do pleito. A afirmação foi feita na noite desta quinta-feira (10) em evento do partido na capital paulista. 

Em discurso aos novos filiados do PSDB, o senador chamou Alckmin de "mais importante e respeitada liderança política das oposições neste país" e avisou que quem apostar na divisão do partido vai "errar e vai perder". A fala de Aécio rejeita a polêmica sobre disputas internas no partido entre ele e Alckmin em relação às próximas presidenciais. 

Segundo Aécio, o governador de São Paulo têm viajado o Brasil e deve intensificar suas visitas a outros estados a partir do próximo ano, quando sua agenda oficial permitir. Ao lado do senador, Alckmin não comentou o discurso de Aécio.

Diante de um auditório lotado, Aécio criticou o governo de Dilma Rousseff e afirmou que o grupo político que hoje governa o país "estará dentro de pouco tempo alijado do poder".
Impeachment

Antes do início do evento, o governador de São Paulo defendeu o impeachment como instrumento constitucional. Para ele, a perda do grau de investimento do Brasil mostrou que a situação que já era ruim, se deteriorou ainda mais.

Alckmin defendeu a atitude da bancada do PSDB na Câmara, que lançou um movimento para colher assinaturas pró-impeachment. "Os deputados representam o sentimento da sociedade. Defendemos a investigação e, depois, que se cumpra a lei", afirmou. "O impeachment é constitucional."

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