Com quatro pré-candidatos, PSDB anuncia prévias à Prefeitura de SP


Alexandre Aragão - Folha.com

Andrea Matarazzo, Trípoli, Mario Covas Neto e João Dória Jr.

Em meio à disputa interna mais acirrada da história do partido na cidade, o PSDB anunciou nesta sexta-feira (14) que fará prévias para definir o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo em 2016. Por enquanto, declararam que vão concorrer o empresário e apresentador de TV João Dória Jr., o vereador paulistano Andrea Matarazzo e os deputados federais Ricardo Trípoli e Bruno Covas.

O vencedor deve enfrentar o atual prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), o deputado federal Celso Russomanno (PRB), o apresentador José Luiz Datena —que flertou com o PSDB, mas anunciou que se filiará ao PP— e a senadora Marta Suplicy (sem partido-SP). A ex-petista negocia uma possível candidatura com PSB e PMDB.

No anúncio, o presidente municipal do PSDB, vereador Mario Covas Neto —o Zuzinha—, afirmou que independentemente do vencedor, o partido se unirá em torno da candidatura. "Nós não temos uma candidatura natural, como em outras vezes", disse.

Os pré-candidatos, todos presentes no anúncio, defenderam o instrumento como a forma mais democrática de escolher o tucano que concorrerá. "Sempre tem algum desgaste [interno]", disse Bruno Covas. "Mas a militância tem um momento ímpar."

Em 2012, na última disputa, o PSDB realizou prévias, porém a candidatura do hoje senador José Serra, que acabou derrotado por Haddad, se impôs em relação às outras, do então secretário estadual de Energia, José Aníbal —hoje suplente de Serra no Senado—, e de Trípoli.

O formato da disputa ainda não foi totalmente definido, mas as inscrições vão até 30 de agosto. No dia seguinte, os pré-candidatos serão anunciados oficialmente. As prévias devem ocorrer, segundo Zuzinha, até dezembro, mas caso sejam acirradas podem se estender até março de 2016, com possibilidade de haver um segundo turno.

HADDAD

Todos voltaram críticas à gestão Haddad. Para Zuzinha, o atual prefeito trata os paulistanos como "ratos de laboratório", sem consultar a população antes de implementar mudanças. Matarazzo criticou o possível fechamento da avenida Paulista aos domingos, como planeja Haddad, e a diminuição dos limites de velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê —para ele, a medida não diminuirá acidentes.

Dizendo-se o menos conhecido entre os postulantes para os cerca de 30 militantes presentes, Dória Jr. falou sobre sua trajetória e o exílio que passou com sua família, na França. O pré-candidato também versou sobre os cargos públicos que ocupou, como o de presidente da Embratur, e sua experiência política. "Se não for vitorioso, estarei ao lado daquele que for", finalizou.

Atrasado para o evento, Matarazzo também falou sobre os cargos que ocupou na vida política. "Estou há nove anos estudando São Paulo com o objetivo de ser prefeito", disse. Ele elencou problemas da cidade, principalmente na periferia, e criticou todos os prefeitos paulistanos desde Celso Pitta (1946-2009), exceto Serra e o atual ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), que foi vice de Serra.

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