Justiça nega habeas corpus preventivo a José Dirceu na Operação Lava Jato


Folha.com


O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) negou nesta sexta-feira (3) um pedido de habeas corpus preventivo feito pela defesa do ex-ministro José Dirceu.

Os advogados do petista pretendiam afastar "o suposto constrangimento ilegal" de uma prisão preventiva dele na Operação Lava Jato, que investiga irregularidades na Petrobras.

O juiz responsável pela decisão, Nivaldo Brunoni, no entanto, afirmou que o "mero receio" da defesa não é suficiente para uma intervenção judicial no caso. Também afirmou que o fato de Dirceu ser investigado na operação não significa que ele será preso. O Tribunal Regional funciona como uma segunda instância da Justiça Federal.

Na petição, de 40 páginas, os advogados de Dirceu afirmam que ele, investigado por receber dinheiro de empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato, atendeu, por meio de sua assessoria, a mais de "60 clientes de 20 setores diferentes da economia, como indústrias de bens de consumo, telecomunicações, comércio exterior, logística, tecnologia da informação, comunicações e construção civil".

Eles elencam alguns dos clientes de Dirceu: "Ambev, Hypermarcas, EMS, grupo ABC —do publicitário Nizan Guanaes— e para a Telefônica, além de grandes empresários internacionais como Carlos Slim, Gustavo Cisneros e Ricardo Salinas".

Afirmam ainda que Dirceu foi surpreendido por saber, por meio da imprensa, que seu nome "havia sido enredado na assim denominada Operação Lava Jato".

E dizem que, apesar da insistência em ser ouvido, ele "nunca pôde, até o momento, mesmo querendo, explicar quaisquer dúvidas porventura existentes quanto a seus negócios, realizados no passado".

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