Famílias pobres não podem pagar por 'descontrole' federal, diz Geraldo Alckmin


Governador de SP fez críticas à crise econômica durante evento em Ribeirão.
Segundo ele, país passa por 'policrise' e precisa preservar empregos.

G1

Alckmin faz discurso durante evento em Ribeirão Preto, SP, nesta sexta-feira (17) 
(Foto: Fernanda Testa/G1)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou na manhã desta sexta-feira (17), em Ribeirão Preto (SP), que a crise econômica que o país enfrenta deve ser contornada sem a extinção de vagas de emprego. "Não pode o trabalhador, não podem as famílias de menor renda pagarem pelo descontrole das contas públicas do governo federal", afirmou.

Em maio, o Brasil fechou 115.599 postos de trabalho, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foi o pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica do indicador, em 1992.

Alckmin esteve no município para participar da abertura de um evento no Theatro Pedro II que debate problemas relacionados à cidade. Momentos antes, ele também participou de uma cerimônia de entrega de viaturas a equipes do Corpo de Bombeiros da região.

Durante entrevista coletiva, o governador fez críticas ao governo federal, e disse que o Brasil vive uma 'policrise'. "O Brasil está passando por uma crise ética, política, econômica, social. É um momento extremamente grave e nós estamos procurando ajudar. Não pode o trabalhador, não podem as famílias de menor renda pagarem pelo descontrole das contas públicas do Governo Federal."

Alckmin disse ainda que enviou uma proposta à presidente Dilma Rousseff (PT) para ajudar a contornar o cenário da crise e evitar o fechamento de postos de emprego. "Todo o foco é preservar emprego. Levamos à presidente Dilma a proposta de um grande esforço na área de exportação, aproveitando a desvalorização do real e a mudança do câmbio", explicou.

O governador também afirmou que é necessário investir mais em logística e infraestrutura. "Isso reduz o custo brasil, melhora a eficiência e gera muito emprego. Uma obra que temos, do metrô em São Paulo (SP), a linha 5, por exemplo. São mais de cinco mil trabalhadores, empregos diretos. É um setor que poderia ajudar muito, através de concessões, parcerias público-privadas (PPPs). Isso diante da necessidade de crédito mais rápido para poder avançar. Podemos avançar", concluiu.


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