Diretor de ministério também postou mensagens vinculando Aécio a drogas


Daniela Lima - Folha.com

Luiz Müller, diretor de inclusão produtiva do Ministério do Desenvolvimento Social 

Um diretor do Ministério do Desenvolvimento Social é dono de um perfil em redes sociais que, segundo a Justiça de São Paulo, disseminou mensagens na internet vinculando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a apreensão de drogas.

Luiz Müller é militante do PT do Rio Grande do Sul e ocupa o cargo de diretor de inclusão produtiva na pasta. Sua área é vinculada à Secretaria Extraordinária de Superação da Extrema Pobreza (SESEP).

O petista é um dos alvos da ação que o tucano move na Justiça desde o ano passado para ter acesso aos dados de internautas que publicaram mensagens em redes sociais vinculando Aécio ao consumo ou tráfico de drogas. Seu perfil está entre os que o juiz Helmer Augusto Toqueton Amaral determinou a quebra de sigilo por entender que, dado o conteúdo de algumas mensagens, Müller vinculou o senador a "apreensão" de drogas.

É o segundo caso de um servidor federal que atuou nas redes durante a campanha presidencial de 2014 e acabou alvo da ação movida por Aécio.

Como revelou a Folha nesta quarta (17), redes do Ministério da Fazenda e do Serpro, estatal responsável pelo sistema de tecnologia da informação de todo o governo federal, foram usadas por um petista, Márcio de Araújo Benedito, que a Justiça diz ter disseminado mensagens com acusações de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) traficava e consumia drogas.

Márcio de Araújo Benedito, chefe de divisão do Serpro em Belo Horizonte

Benedito é chefe da divisão de "projetos e tecnologias educacionais" do Serpro em Belo Horizonte.

A reportagem não conseguiu localizar Müller por telefone, mas ele publicou um texto em um blog, em setembro do ano passado, após ser notificado da ofensiva judicial de Aécio. No artigo, ele condena a iniciativa do senador e se defende das acusações.

"Reproduzo no perfil do Twitter textos deste e de outros blogs, com conteúdo e argumentos. Nunca fiz nenhuma 'acusação' a ninguém e a nenhum candidato", escreveu Muller. "Publico neste blog e repercuto no Twitter ideias e propostas e contesto com argumentos, ideias e propostas das quais eu discordo", afirmou.

Ele afirmou no texto que "os representantes do neoliberalismo têm medo dos que professam ideias. Por isto acusam a mim e a outros tuiteiros". "Querem calar os que contestam o entreguismo do patrimônio nacional, explícito em seus programas. Não me calarão. Ajudei a construir o PT. E junto com tantos milhões de Brasileiros ajudamos a eleger um operário e uma mulher para a Presidência da República", concluiu.

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