Aécio Neves está disposto a participar de ato contra o governo Dilma


Gabriela Guerreiro - Folha.com


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) está disposto a participar da manifestação marcada para domingo (12) que tem como foco a crítica ao governo da presidente Dilma Rousseff. O tucano sinalizou a aliados que deve estar presente no ato em Belo Horizonte ao lado de outros membros do PSDB de Minas.

Na primeira manifestação, que ocorreu em março, Aécio optou por não comparecer para não ser acusado de "surfar" no movimento apartidário. Líderes do PSDB continuam divididos sobre a participação de Aécio.

Alguns avaliam ser necessária a presença do senador para que o partido se firme como representante da insatisfação popular.

O senador ainda não bateu o martelo porque, nos bastidores, teme que os atos estejam esvaziados, o que poderia vincular sua imagem a uma ação com menos força que a anterior. Além disso, o tucano teme ser acusado de pegar carona em um movimento que não tem vinculação política, como pregam seus organizadores.

Como a manifestação em Belo Horizonte está marcada para a manhã de domingo, congressistas do PSDB também pressionam Aécio para que o senador compareça ao ato de São Paulo, que ocorre à tarde, onde diversos tucanos prometem estar presentes.

Líder do PSDB, o senador Cássio Cunha Lima (PB) disse que o presidente do partido tem que estar presente porque "política não se faz longe da rua". "Ele agiu corretamente ao não participar do primeiro ato para não parecer oportunismo. Mas as pessoas estão exigindo a nossa presença. Não podemos perder esse momento."

Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), a decisão mais sensata seria a de Aécio não participar dos atos políticos, uma vez que não há vinculação com nenhum partido e vários eleitores defendem a independência dos movimentos. "Acho que nós, políticos, não devemos ir para que o movimento seja espontâneo e apartidário. Qualquer envolvimento de partidos pode parecer oportunismo."

Na primeira manifestação, no dia 15 de março, Aécio apareceu na janela de seu apartamento no Rio de Janeiro vestindo a camisa da seleção brasileira de futebol para sinalizar seu apoio ao movimento, mas não saiu de casa.

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