Agenda Geraldo Alckmin 19/06 – Belo Horizonte/MG

AGENDA GERALDO ALCKMIN


Evento: Painel para apresentação de propostas para o Brasil Conv.: Julvan Lacerda - Associação Mineira de Municípios
Data: 19 de junho de 2018
Horário: 16h 
Local: Mineirão

Ciro Gomes morre pela boca


Painel da Folha

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Ciro Gomes

Ao chamar o vereador Fernando Holiday (DEM-SP) de“capitãozinho do mato” em entrevista à rádio Joven Pan, Ciro ampliou a aversão de ala do DEM ao seu nome e ainda inflamou os ânimos do MBL, grupo que infiltrou militantes em diversos partidos para disputar a eleição deste ano.

Integrantes do movimento que estão no DEM não descartam deixar a sigla caso haja acordo com o pedetista. Eles lembram que a Justiça considera justa causa para debandada a “mudança substancial ou o desvio reiterado do programa partidário”.

Candidatura de Alckmin avança com alianças e apoio da sociedade civil


Tucano também encontrou comandante do Exército

CRISTIANE JUNGBLUT - O GLOBO

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José Aníbal, Geraldo Alckmin, o Marconi Perillo e o Pimenta da Veiga


O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, pretende lançar no início de julho um "movimento suprapartidário" de apoio à sua candidatura, reunindo apoios de fora dos partidos, como intelectuais e outros segmentos da sociedade civil. A ideia é dar mais "vitalidade" à campanha, de acordo com o coordenador político da candidatura, o ex-governador Marconi Perillo.

— Ficou acertado o lançamento de um movimento suprapartidário e da sociedade civil pró-Alckmin para o início de julho — disse Perillo ao GLOBO.

A estratégia foi discutida em reunião entre Alckmin, Perillo e José Aníbal, ex-parlamentar pelo PSDB, e Pimenta da Veiga, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso. Esse é o chamado núcleo duro da campanha.

Depois de aplacar as críticas dentro do PSDB, ao nomear Perillo como coordenador político, Alckmin acelerou as negociações com o PSD. O tucano jantou na noite de domingo com a cúpula da legenda, em São Paulo, na residência do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. O encontro contou ainda com as presenças de Perillo e do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, além do ex-senador Jorge Bornhausen, ex-DEM e ligado a Kassab.

Alckmin ouviu dos aliados do PSD que a aliança está bem encaminhada. Dentro do partido, ninguém aposta na pré-candidatura de Guilherme Afif Domingos, que deixou o comando do Sebrae para se colocar como alternativa. O próprio Afif, na semana passada, admitiu que não tem o apoio de Kassab, presidente licenciado da sigla, mas que dá as diretrizes.

Bornhausen disse que as conversas com Alckmin estão muito bem e que deverão ganhar novo ritmo durante a Copa do Mundo. O ex-senador ressaltou que o jantares deste tipo sempre ocorrem na residência de Kassab.

O tucano ainda se reuniu nesta manhã de segunda-feira com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em São Paulo. O comandante do Exército fez questão de registrar o encontro nas redes sociais, publicando inclusive uma foto. Atuante nas redes sociais, Villas Bôas já se reuniu com os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Álvaro Dias (Podemos) e Marina Silva (Rede).

Interlocutores disseram que o general demonstrou interesse em discutir os assuntos ligados Ministério da Defesa com todos os pré-candidatos. A ideia dos encontros tem partido do general. Alckmin disse que foi "tomar um café" com o general.

— Falar sobre a questão das Forças Armadas, Defesa e Segurança. É mais (um encontro) institucional, mas é sempre importante. Meu pai foi do Exército. O general é um grande brasileiro, e o comportamento das Forças Armadas é exemplar — disse Alckmin.

Por meio de nota enviada ao GLOBO, o comando do Exército informou que o general "tem recebido diversas autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, para tratar de assuntos de interesse da Força Terrestre".

No Twitter, o general comentou: "Hoje recebi o senhor Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência da República. Nesses contatos, tenho mostrado a importância de discutirmos os temas defesa e segurança, iluminando-os para a sociedade, e (tenho) destacado as dificuldades orçamentárias que impactam negativamente as Forças Armadas".

Tempo de TV ainda é decisivo para candidatos. Alckmin pode ser o mais beneficiado


Apesar das redes sociais serem grande promessa das campanhas deste ano, a boa e velha TV ainda tem grande valor na disputa por eleitores

Gazeta Online

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Um olho na internet, mas o outro bem aberto nas mídias tradicionais. Apesar das redes sociais serem grande promessa das campanhas deste ano, a boa e velha TV ainda tem grande valor na disputa por eleitores. E com o início das convenções partidárias previsto para o fim de julho, as articulações entre as siglas tendem a se intensificar para garantir a formação de coligações mais vantajosas em torno de um bem precioso: o tempo dentro da tela.

Para o consultor em marketing político Darlan Campos, meios de comunicação tradicionais mantêm campo de influência “especialmente nesta eleição, em que muitos candidatos precisam se apresentar à sociedade”.

“Dados do IBGE mostram que uma faixa de 70% da população têm acesso à internet. Ou seja, ainda há pessoas que só podem ser impactadas por meios como rádio e televisão”, argumenta.

Pela primeira vez, as campanhas à Presidência e aos governos estaduais não serão transmitidas apenas no horário eleitoral gratuito, mas também em inserções fora desse tempo, junto a outros comerciais. O recurso foi utilizado em 2016.

“Vem caindo o tempo de permanência das pessoas na TV. Logo, o horário eleitoral tem perdido público. Só que quando você insere o dispositivo na programação, ele pega o eleitor desarmado. Isso é fundamental para as campanhas majoritárias e poderá ter efeito importante”, disse Darlan.

Atento às costuras feitas entre partidos, o consultor político da XP Investimentos, Paulo Gama, elaborou um quadro com possibilidades de alianças nacionais. Segundo ele, há chances de que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, garanta 5 minutos na TV ao conseguir o apoio do PSD, PTB, DEM, PP, SD, PRB e PSC, que se articula em torno do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

Em quase todos os cenários, o tucano é favorecido. Caso mostre-se como única opção de centro viável, Alckmin poderia até ultrapassar os 6 minutos na TV, ao somar MDB (que teria que abdicar de Henrique Meirelles) e os partidos de Maia.

Para o PT, caso prefira seguir sozinho com a candidatura do ex-presidente Lula ou de outro petista, o tempo estimado é de 1 minuto e 40 segundos. Na melhor das hipóteses, a sigla consegue o suporte do PCdoB, do PSB e do PR e fecha o tempo em 3 minutos e 22 segundos.

A hipótese mais assertiva, para Gama, é que PSB e PCdoB migrem para Ciro Gomes (PDT), garantindo ao pedetista 1 minuto e 30 segundos de TV. A condição seria melhor se o PT desistisse de alçar voo solo e declarasse apoio a Ciro. Com a esquerda unida, o tempo seria de 3 minutos e 3 segundos.

Dificuldade Para Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSL), as dificuldades são maiores. Enfrentando a disputa sozinha, a fundadora da Rede teria 8 segundos, enquanto Bolsonaro, também sozinho, teria 9. A melhor chance para o deputado é conseguir apoio do PR, elevando o tempo para 54 segundos. “Não podemos afirmar que eles não irão para o segundo turno, mas a falta de coligações é obstáculo”, disse Darlan.

Do mesmo modo, o cientista político da Universidade Federal de São Carlos, Fernando Antonio Azevedo acrescenta: “Será uma campanha rápida, com horário na TV nas terças, quintas e sábados. Favorece quem já é conhecido e tem recall mais ou menos alto”. Para o professor, a TV ainda é um território confiável para que notícias falsas, que surgem nas redes, sejam desmentidas: “As mídias tradicionais viram uma arena em que você pode rebater ou dissolver as maiores mentiras”.

"BOLSONARO TERÁ MENOS TEMPO DE DEFESA"

Quanto mais alianças, mais tempo de TV. A conta parece simples, mas se revela complicada à medida em que novas possibilidades de cenários surgem na corrida presidencial. Para o analista político da XP Investimentos, Paulo Gama, enquanto Geraldo Alckmin tem chances de ter a maior fatia de tempo, a situação para Marina Silva e Jair Bolsonaro não é tão fácil. Veja:

Quais os cenários mais prováveis?

Pelo que escutamos no meio político, a candidatura do PSDB é uma das que mais tem chance de arregimentar os partidos de centro, que também conversam com Ciro Gomes (PDT). Mas o cenário mais provável favorece o PSDB, dando a Alckmin um tempo razoável na TV.

E a esquerda?

O PT continua insistindo na candidatura de Lula e isso tem dificultado a amarração de acordos. As candidaturas do PT e do Ciro disputam os mesmos partidos, como PSB e PCdoB. Ciro também deve falar com o centro.

Como ficam Marina e Bolsonaro?

Eles têm em comum a falta de articulação com a política institucional. É importante ressaltar que os adversários terão mais tempo e usarão parte dele para atacar Bolsonaro. Já ele terá menos tempo e não poderá se defender.

Empresários defendem apoio a Alckmin


Em jantar na casa do dono do grupo Cosan, Temer se comprometeu a buscar a união das forças de centro em torno da candidatura tucana

Sônia Racy e Mônica Scaramuzzo - O Estado de S.Paulo

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Empresários e banqueiros jantaram, sexta-feira, na casa de Rubens Ometto Silveira Mello, dono do grupo Cosan. A reunião foi marcada a pedido do presidente Michel Temer, que levou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para falar sobre economia. No cardápio, além de um bem servido bacalhau, também estava um assunto ainda indigesto: as incertezas políticas. O nome de Geraldo Alckmin (PSDB) foi amplamente defendido na mesa para ser o candidato do governo para as eleições deste ano, apurou o Estado.

No petit comité reunido em um condomínio de luxo na Cidade Jardim, estavam grandes banqueiros - Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Roberto Setúbal (Itaú), Sérgio Rial (Santander), André Esteves (BTG) e José Olympio Pereira (Credit Suisse) -, além pesos pesados da indústria: Pedro Wongtschowski (grupo Ultra), Walter Schalka (Suzano), José Roberto Ermírio de Moraes (Votorantim), Gustavo Junqueira (Sociedade Rural Brasileira), Paulo Malzoni (Shopping West Plaza) e Waldemir Verdi (Rodobens).

Durante o jantar, que começou às 20 horas, Temer começou falando das importantes reformas conduzidas pelo seu governo - Teto dos Gastos e trabalhista -, mas foi cobrado pelos que estavam à sua volta sobre a falta de celeridade de outras também importantes, como a da Previdência e a tributária. Guardia saiu em defesa do “legado Temer” e disse que vai procurar a equipe econômica dos principais pré-candidatos à Presidência da República para falar da turbulência atual, que é a alta volatilidade do câmbio.

Receio. Embora a política não estivesse previsto no prato principal, os convidados cobraram abertamente de Temer o apoio do governo para alavancar a candidatura do ex-governador de São Paulo, que ainda não despontou nas pesquisas para a corrida eleitoral. Temer teria se comprometido ali, segundo pessoas ouvidas pelo Estado, a se empenhar para unir o centrão em torno de um só candidato: Geraldo Alckmin.

A tensão maior entre os presentes é uma disputa direta entre Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT). A pré-candidata Marina Silva (Rede) foi citada como uma opção, mas não obteve muito apoio. Mas o que causou estranheza mesmo foi o fato de o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, até o momento candidato com apoio do presidente, nem sequer ter sido citado nas conversas como opção forte entre os presentes, afirmaram fontes que preferiram não se identificar.

Parte dos convidados chegou a defender que pré-candidatos, como o empresário Flávio Rocha (PRB) e João Amôedo (Partido Novo), abram mão de suas candidaturas para que possam se unir em torno de Alckmin. 

As recentes turbulências externas, que provocaram volatilidade no câmbio, e a greve dos caminhoneiros, que mostrou a fragilidade do governo na condução desta crise, estão entre as preocupações de banqueiros e empresários nas urnas. O temor é que a falta de união para um candidato de centro-direita impulsione os votos para Bolsonaro e Ciro Gomes, que não têm o apoio aberto do mercado.

Apesar do empate, Alckmin se diz confiante com a seleção brasileira na Copa


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Deputado Floriano Pesaro, Geraldo e Lu Alckmin

Geraldo Alckmin do PSDB foi o único pré-candidato à presidência que falou sobre o resultado. Em uma publicação em que aparece vestido com uma camisa amarela, ao lado, entre outros, do suplente de senador José Aníbal (PSDB-SP), do deputado federal Floriano Pesaro (PSDB-SP), e da mulher, Lu, o tucano escreveu: “A vitória não veio, mas estamos unidos e confiantes na Seleção.”

Entrevista de Geraldo Alckmin ao Estadão


Tucano afirma que não cogita aliança com o MDB: ‘Estamos procurando o apoio de partidos que não têm candidato’


Adriana Ferraz, Emanuel Bonfim e Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

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O pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin

O ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, disse em entrevista ao Estado e à Rádio Eldorado que não pretende defender o “legado” do presidente Michel Temer caso seja eleito. Alckmin afirmou também que não vai convidar o emedebista para ocupar cargo no governo nem dar indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leia a seguir os principais trechos da entrevista. 


Entrevista com Geraldo Alckmin


No campo econômico, o sr. prega a continuidade do governo Michel Temer?
Não. Acho que ninguém está discutindo legado, estamos discutindo o futuro. O governo atual tem um grande problema, que é a falta de legitimidade porque não teve voto. Na democracia tem que ter voto. A união entre o cidadão e o governo se dá pelo voto, por isso essa dificuldade enorme.

Se o sr. for eleito, vai dar indulto ao ex-presidente Lula e um cargo ao Michel Temer, como uma embaixada, por exemplo?
Não e não. 

Aceitaria o apoio do MDB?
Não vou cometer a indelicadeza de levantar uma hipótese sendo que o MDB tem candidato, o dr. Henrique Meirelles. Estamos procurando o apoio de partidos que não têm candidato. 

Mas vê com bons olhos o apoio do MDB com Temer no pacote? 
Vocês querem saber se vou defender o legado Temer. Nós vamos olhar para o futuro.

Foi um erro do PSDB ter participado desse governo e ainda ter um ministro, o chanceler Aloysio Nunes?
Todo mundo critica o presidente Temer. Acho que em muita coisa a crítica é procedente. Mas a gente tem que entender que é um governo de transição. É diferente de um governo eleito. Padece de uma questão de legitimidade. 

Mas foi um erro?
Quando começou o governo do presidente Temer eu fui da tese que devíamos apoiar todas as medidas que o Brasil precisa, mas sem participar de governo e ter ministério. Essa não foi a tese majoritária. O Aloysio ajuda o País, mas não representa o PSDB. 

Vídeos divulgados na semana passada nas redes sociais mostram claques recebendo o sr. em aeroportos. É nova estratégia de campanha, no estilo Bolsonaro?
Fiquei muito feliz. Quem não gosta de carinho, de afeto. Isso aconteceu em Brasília e aqui em São Paulo também. Para mim a campanha começa mesmo depois das convenções, e não é apenas pela lei, mas pelo interesse maior da população. 

Foi espontânea essa mobilização? Ou uma estratégia do partido para parecer que o senhor não está isolado?
A maioria das pessoas que estavam é militante do partido que eu não via há muito tempo e deu para matar a saudade.

O sr. tem sido alvo de fogo amigo dentro do PSDB? Há relatos que teria se irritado em jantar com aliados em Brasília...
Não tem nenhuma irritação, pelo contrário, temos recebido grande apoio do partido. O que se pode fazer é olhar o copo meio cheio, meio vazio. Dos candidatos mais ao centro, que são dez praticamente, eu tenho a melhor posição. Está todo mundo com 1%, no máximo chega a 4% e eu vou de 7% a 11%. Agora, está muito fragmentado. Precisa diminuir o número de pré-candidatos, o que eu acho que vai acontecer lá no final de julho.

Qual a prioridade na formação de alianças? Cogita fazer aliança com Marina Silva, por exemplo, como o ex-presidente Fernando Henrique teria sugerido?
Olha, seria indelicado com a Marina especular qualquer aliança na medida em que ela é pré-candidata, já foi candidata a presidente da República e acredito que vá ser candidata. Agora conversar é sempre bom. O presidente Fernando Henrique tem nos ajudado muito, é um homem do diálogo, das pontes. 

A que o sr. atribui esse patamar baixo nas pesquisas?
Não me preocupa muito essa coisa de pesquisa nesse momento. A maioria das pessoas ainda acha que eu sou governador de São Paulo. A informação demora. 

Uma articulação, com o apoio do ex-presidente Fernando Henrique, tenta unificar todas as candidaturas do centro em uma só. O sr. está disposto a abrir mão?
Eu gostei desse documento, acho que precisamos estar próximos daqueles que prezam, acreditam na democracia conquistada duras penas. Agora, todos vão abrir mão para um só ser candidato? Acho que não. 

Então não abre mão da candidatura?
Não há nenhuma razão para abrir mão. As pessoas querem decidir a eleição sem ter havido campanha. 

Jair Bolsonaro está empatado com o sr. em São Paulo, Estado que o sr. governou por mais de 13 anos. Como explica isso?
Olha, aqui (em São Paulo) nós vamos ganhar a eleição, estou garantindo, e com larga margem. A pesquisa, neste momento, não é de intenção de voto. Mais de 60% das pessoas dizem não ter candidato. E eu não vou fazer campanha contra candidato A, B ou C. 

O sr. diz que não faz campanha contra, mas posts nas suas redes sociais são contrárias a ele, o que parece estratégia de campanha de polarizar com Bolsonaro.
O que eu falei é que os extremos às vezes se atraem. Se você for verificar os votos, o Bolsonaro, que é deputado pela oitava vez acho, vota igualzinho ao PT. É aquele voto corporativo, atrasado. 

O sr. acha mais importante disputar o antipetismo com o Bolsonaro ou manter pontes com o PT para enfrentá-lo no 2º turno?
O que pretendo é percorrer o Brasil levando uma mensagem de esperança para a população, explicando o que nós já fizemos, porque tem muita gente prometendo mundos e fundos e não entregou nada. 

O antipetismo não está no seu radar?
Não, nós vamos levar esperança para o Brasil.

O sr. acredita ainda na polarização PT e PSDB? 
Acho que o PT, independentemente de quem seja, terá um candidato competitivo.

O sr. vai ter que se explicar na campanha sobre a investigação que envolve seu cunhado, Ademar Ribeiro, citado por delatores da Odebrecht como o homem que recebeu caixa 2 para a sua campanha de 2010. O sr. defende que esse caso seja investigado na Justiça Eleitoral, mas por que, se diz que ele não tinha função na sua campanha?
Isso não existe. As minhas campanhas, em primeiro lugar, sempre foram modestas e, segundo, sempre rigorosamente dentro da lei. Faz um ano e meio que ouço isso e até agora não houve nenhum fato. Ninguém está acima da lei, tem denúncia, por mais estapafúrdia que existe, investigue-se. Já prestei esclarecimento.

Alckmin diz que aliança para a campanha poderá reunir até oito partidos


Presidenciável do PSDB já tem apoio de PPS, PSD, PV e PTB, e busca outras legendas do chamado Centrão

Daniel Weterman - O Estado de S.Paulo

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Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência 

Após ser cobrado pelo próprio partido e aliados, o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, ouviu um apelo nesta sexta-feira, 15, para ser mais didático na campanha e se esforçar mais para ganhar a eleição. O pedido foi feito por um dos membros da plateia em palestra a médicos da Universidade de São Paulo (USP). Como resposta, o tucano disse que o quadro de alianças pode chegar a oito partidos na campanha presidencial.

"Muita gente que está dizendo que é candidato não é candidato, vamos saber em agosto quem é e quem não é. Estamos caminhando com cinco partidos e acho que pode chegar a sete ou oito partidos", afirmou Alckmin. O presidenciável já avançou em atrair o apoio de PPS, PSD, PV e PTB, e ainda busca conversar com DEM e outras legendas do chamado Centrão.

Após Alckmin apresentar suas propostas na área da Saúde, o urologista Miguel Srougi afirmou ao ex-governador paulista que o pensamento dele estava correto e que o tucano era um dos melhores políticos do Brasil, mas que precisava ser mais didático para conquistar o eleitor e ganhar a eleição.

"O problema é que o senhor precisa ganhar a eleição", disse o médico. "O povo não vai se sensibilizar se disser que conseguiu um superávit de R$ 5 bilhões, mas o filho doente foi de posto em posto e morreu", completou. Para o urologista, o eleitor está interessado em saber como vai conseguir emprego, alimentação e ter serviços públicos de qualidade.

Como resposta, Alckmin disse que "democracia dá trabalho" e que ele está buscando explicar como atingir sua promessa de dobrar a renda do brasileiro. Um diferencial de outros pré-candidatos, acrescentou, é o fato de ser médico. "O médico é o cuidador, e a política tem esse sentido de cuidar, do abraço coletivo. Meu dever é melhorar a Saúde. Não vamos fazer mágica, mas vamos melhorar."

Alianças

Após o evento, realizado na Congregação da Faculdade de Medicina da USP, Alckmin disse que as alianças eleitorais serão fechadas apenas no fim de julho. Mais uma vez, o tucano acenou para o DEM, que lançou Rodrigo Maia como pré-candidato, dizendo que o PSDB está junto com os democratas em diversos Estados.

"Vários fatores criam um laço de identidade", afirmou. Na quinta-feira, 14, o DEM anunciou apoio ao PSDB na eleição para o governo de São Paulo. Sobre a disputa estadual, Alckmin declarou não ver nenhum problema em participar de futuras agendas públicas com o pré-candidato do seu partido, João Doria, e com o governador Márcio França (PSB), que foi seu vice e deve disputar a reeleição. 

Datena

Em entrevista ao colunista José Fucs, do site BR18, do Grupo Estado, Datena, filiado ao DEM, reforçou seu desejo de concorrer a uma vaga no Senado em São Paulo, provavelmente na chapa do ex-prefeito João Doria (PSDB), mas disse que avalia também o lançamento de uma candidatura à Presidência. A participação como vice na chapa de Geraldo Alckmin é outra opção que estaria no radar do apresentador.

"Eu gosto do Datena, acho ele autêntico, acho que ele tem espírito público, gosto do jeitão dele. Cabe a ele definir ao que ele pretende ser candidato. Eu estimulo", disse Alckmin, repetindo uma frase de que "a pior política é a omissão".

Em seguida, Alckmin negou que estivesse considerando o apresentador como um bom perfil para vice. "Não, não. Não é isso que eu estou dizendo."

Perillo será coordenador da campanha de Alckmin ao Planalto


Convite foi feito na tarde desta quinta-feira (14)

Geraldo Alckmin e Marconi Perillo 

A campanha de Geraldo Alckmin recebeu o reforço nesta quarta, 14, do ex-governador Marconi Perillo no cargo de coordenador político.

Segundo o presidenciável tucano, Perillo será responsável pelas negociações com partidos e formação de alianças.


Kassab diz que PSD deve apoiar Alckmin e aposta em crescimento durante campanha


Terra

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O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse nesta quinta-feira que seu partido, o PSD, deve apoiar o pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, nas eleições de outubro.

Segundo Kassab, que é presidente licenciado do PSD, a legenda deve apoiar o candidato tucano apesar de o governo do presidente Michel Temer ter lançado o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como pré-candidato à Presidência pelo MDB.

Kassab disse acreditar que Alckmin tem potencial de crescimento durante a campanha e tem boas condições de vencer as eleições.

"Ele tem boas condições e muito possivelmente é o candidato que o nosso partido vai apoiar, o Geraldo Alckmin", disse Kassab a repórteres após participar do lançamento de um programa do ministério em parceria com o BNDES sobre a chamada "internet das coisas".

"Conheço vários candidatos que quando inicia o processo eleitoral estão atrás nas pesquisas. Eu mesmo na disputa à reeleição à Prefeitura de São Paulo comecei com 3 por cento e venci as eleições, há diversos casos", afirmou.

Segundo pesquisa Datafolha publicada no fim de semana, Alckmin tem 7 por cento de apoio do eleitorado, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com 19 por cento, Marina Silva (Rede), com 15 por cento, e Ciro Gomes (PDT), com 10 por cento, em cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso e deve ser impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa.

Meirelles, por sua vez, só chega a 1 por cento de apoio, de acordo com o levantamento.