Líder na disputa pelo governo de São Paulo, Doria pilota seu helicóptero em campanha


SILVIA AMORIM - ÉPOCA

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João Doria em Caraguatatuba

Assim que o helicóptero preto e dourado de prefixo PP-JDJ com as iniciais do nome do proprietário concluiu a decolagem na noite de 29 de junho, em São José dos Campos, São Paulo, o ocupante da poltrona do copiloto avisou aos demais passageiros: “A partir daqui eu levo”. Seriam 20 minutos de voo até São Paulo. João Doria Júnior, do PSDB, estava a caminho de casa. Seus compromissos da pré-campanha tinham transcorrido sem imprevistos e ele queria relaxar. Pediu, então, o controle da aeronave. Estar no comando, seja do que for, é o vício do tucano, que largou há três meses a cadeira de prefeito de São Paulo depois de apenas um ano e três meses no cargo, para tentar ser governador.

A três meses da eleição, Doria é o líder, de acordo com as pesquisas de intenção de voto. Contudo, sua performance é a pior de um tucano desde a eleição de 2006. Suas intenções de voto variam de 19% a 29%, de acordo com um instituto de pesquisa, enquanto seus antecessores José Serra e Geraldo Alckmin tinham patamares acima de 44% a esta altura. Ele e sua campanha enxergam como maior adversário no momento Márcio França, do PSB, o atual governador de São Paulo. Até o final do ano, França controla um orçamento de R$ 217 bilhões e divide com Doria o apoio de Geraldo Alckmin, candidato à Presidência pelo PSDB.

Desde que França assumiu o cargo, em abril, o clima é ruim entre eles. Em maio, assessores colocaram os dois para conversar. França chegou ao encontro, na casa do tucano, com um presente: um charuto cubano. Dias antes, Doria havia chamado o adversário de “Márcio Cuba”, por ser ele do PSB, identificado com a esquerda, algo que Doria considera negativo. O ex-prefeito, que não fuma nem bebe, aceitou bem a brincadeira. No encontro, França pediu a Doria que os dois lados não tumultuassem a campanha com denúncias à Justiça.

A conversa de hora e meia terminou num acordo — que não durou 24 horas. “A coisa polarizou de um jeito que não tem como voltar atrás. Acho quase impossível ter qualquer tipo de entendimento com o PSB”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa e articulador do encontro, Cauê Macris (PSDB). No dia seguinte à reunião, França soube que o PSDB havia protocolado contra ele mais um pedido de investigação no Ministério Público. Acusava o governador de constranger prefeitos aliados de Doria com a suspensão de repasses de recursos. “Ficou claro que era difícil a manutenção de um acordo porque o exército embaixo não respeitaria”, disse um integrante da campanha.

De lá para cá, Doria passou a dar jantares secretos a prefeitos para arregimentar apoio. Sem foto, vídeo nem registro nas redes sociais — algo antes impensável para ele —, mais de 20 encontros com cerca de 15 políticos cada um foram organizados ora no restaurante Rubaiyat, ora na casa do ministro Gilberto Kassab, do PSD, que faz a ponte entre Doria e outros partidos. “Foi o jeito para falar reservadamente com os prefeitos do PSDB e de outros partidos sem que eles corram o risco de sofrer represália por parte do governo”, justificou um dos organizadores.

Pelo menos duas vezes por semana, Doria viaja para algum encontro político regional. No início da tarde do sábado dia 7, ele vestia jeans escuro no mesmo tom da camisa polo azul-marinho e mocassim e cinto de camurça na cor camelo quando embarcou em seu helicóptero em São Paulo e foi até Caraguatatuba, Litoral Norte do estado. Pousou ao lado da Marina Juqueriquerê (do tupi-guarani “planta dorminhoca”), onde foi cercado por jornalistas. Ali perto, o ex-prefeito Antonio Carlos da Silva, do PSDB, estava nervoso. “Você vai colocar as pessoas para dentro? Termina logo”, disse a uma assessora de Doria. Ele estava aflito porque alguns de seus cabos eleitorais estavam indo embora, decepcionados porque o apresentador de televisão José Luiz Datena, do DEM, que seria candidato ao Senado, dera o cano no evento. Doria estava um pouco constrangido, mas contornou. “Datena é o candidato da coligação ao Senado federal. Está confirmado, e ele estará em campanha a partir desta terça-feira.” Na segunda-feira dia 9, no entanto, o imprevisível Datena surpreendeu o detalhista Doria e desistiu da candidatura.

Num tablado de uns 15 centímetros de altura, Doria subiu em uma cadeira amarela de plástico — “assim consigo olhar melhor vocês” — para discursar. Repetiu a fórmula da campanha de 2016. “Sou gestor, não sou político” foram suas primeiras palavras. Ao lado de Kassab, do deputado Rodrigo Garcia, do DEM, e de outros deputados, prefeitos e vereadores, consertou: “Quero salvaguardar aqui que muitos dos que estão na política já fazem a boa política”.

Destacou seu currículo pessoal, falou da infância de dificuldades financeiras que contrasta com sua atual condição de milionário, de valores como a família e, não raro, apelou a mantras de autoajuda. “As pessoas que não tiveram nenhum sofrimento não são completas”, afirmou ele, para depois engatar uma pausa dramática e pedir às pessoas que não desistam de mudar a política e que apareçam para votar em outubro. “A única atitude que vocês não podem aceitar nem promover é anular o voto, não votar ou viajar no momento do voto. Esse gesto não marca protesto, mas ajuda a eleger os piores”, disse. Os altos índices de abstenção e de intenção de votos brancos e nulos preocupam tanto sua equipe quanto a possibilidade de ter de disputar um segundo turno.

Doria pode repetir esses slogans onde quiser, menos na capital paulista. Na cidade que governou por um ano, onde está um quarto do eleitorado do estado, ele tem dificuldades. As pesquisas mostram que sua rejeição entre os paulistanos é de 55%, em comparação a 39% em todo o estado — os dois índices são os maiores entre todos os pré-candidatos. Analistas atribuem o desempenho ruim na cidade ao abandono precoce do cargo, em abril, e a promessas não cumpridas. Seu plano de desestatização, com a venda do complexo do Anhembi e do autódromo de Interlagos e a concessão do estádio do Pacaembu, ainda não passou da fase burocrática. Zerar o déficit de vagas em creches no primeiro ano de gestão foi outro compromisso não cumprido. No meio do caminho, a meta foi alterada para a criação de 65 mil vagas, das quais foram entregues menos de 30 mil.

Ainda assim, em tese, Doria tem uma situação invejável ante seus concorrentes. Tem a maior coligação de partidos até o momento — PSDB, PSD, DEM, PP, PRB e PTC. Mais três siglas serão anunciadas em breve — PHS, PTC e PRP. Dono de um patrimônio declarado de cerca de R$ 180 milhões, ele tem algo escasso entre 95% dos candidatos: dinheiro. Desde que deixou a prefeitura, viaja para o interior de helicóptero ou em seu avião, um Legacy prefixo PR-JDJ. Nele, ao estilo Doria, não há espaço para a informalidade dos políticos. Os passageiros são convidados dias antes, recebem uma programação por WhatsApp e ganham pantufas para cobrir os sapatos e não sujar o carpete.

Sua estrutura de campanha é de dar inveja a adversários e até ao presidenciável Geraldo Alckmin. Doria despacha de um imóvel de dois andares na Rua Estados Unidos, uma das mais caras de São Paulo. Um outro imóvel está prestes a ser inaugurado na capital para abrigar um centro de assistência aos candidatos a deputado. Doria promete a todos os apoiadores material de campanha e assessoria para as redes sociais gratuitos. Dessa forma, seu palanque nunca fica vazio. Os eventos de sua pré-campanha são trabalhados como superprodução. Nos jogos do Brasil na Copa, ele tinha um par de camisas oficiais da Seleção — a amarela e a azul — com o nome e o bordão do pré-candidato, “Acelera”, para acompanhar as partidas. Em qualquer região do estado onde Doria esteja há colaboradores devidamente uniformizados com camisetas azuis personalizadas e adesivos distribuídos com o slogan “João trabalhador”. Em Caraguatatuba, ÉPOCA presenciou um militante ligado ao ex-prefeito Antonio Carlos da Silva, que trabalha pela candidatura de uma filha a deputada estadual, distribuindo adesivos com o número 45 do PSDB, o que é proibido por lei. Até 15 de agosto, pré-candidatos podem fazer reunião, promover atos públicos, mas não podem pedir voto nem promover candidaturas. A assessoria de Doria disse que os adesivos não eram de sua campanha.

Ainda se especula sobre o nome de Doria como alternativa a Geraldo Alckmin na eleição presidencial. Um jantar com o presidente Michel Temer neste mês, em Brasília, reavivou as especulações e obrigou o tucano a divulgar, na sexta-feira dia 6, uma nota pública reafirmando apoio a Alckmin. Sua postura estimula os rumores. Em seus discursos, ele fala muito do Brasil. Na marina da “planta dorminhoca” em Caraguatatuba, referiu-se ao país 12 vezes em 26 minutos de pronunciamento, enquanto as menções a São Paulo foram apenas três. Alckmin foi lembrado pelo pré-candidato faltando três minutos para o final, quando defendeu que a opção à extrema-direita, sem citar o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), não é saída para o Brasil. “Quero afirmar que o meu candidato à Presidência da República chama-se Geraldo Alckmin. É por ele que trabalho e por ele que peço que trabalhem também.”

Parte do eleitorado de Doria declara voto em Jair Bolsonaro, do PSL, um dos candidatos que tiram votos de Alckmin em São Paulo. O endurecimento do discurso na segurança pública — e a promessa de distribuição de mais dinheiro para a saúde — aproxima Doria dos simpatizantes do ex-capitão. “Vamos retomar a colocação da polícia nas ruas. É polícia na rua e bandido na cadeia”, disse, numa frase que lembra o “Rota na rua” de Paulo Maluf na década de 1980. Desconfianças insuperáveis à parte, Alckmin e Doria fizeram um acordo no fim de maio. Numa sala comercial que o PSDB aluga como escritório político do presidenciável no bairro do Itaim, em São Paulo, definiram que, a partir de agosto, Alckmin participará de eventos públicos com Doria — e com Márcio França.

Doria vê desigualdade na corrida ao Estado


Pré-candidato do PSDB diz ser injusto França concorrer no cargo, enquanto outros tiveram de renunciar

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Candidato do PSDB ao governo do Estado, o ex-prefeito de São Paulo João Doria criticou a desigualdade de condições na disputa pela cadeira principal do Palácio dos Bandeirantes. Tanto que, se eleito, prometeu ir ao STF (Supremo Tribunal Federal) para mudar algumas regras eleitorais.

“Não podemos permitir essa desigualdade de condições. Assim que for eleito governador, vou buscar uma alteração na lei que permita equidade entre os candidatos”, argumentou o tucano, em almoço com executivos de empresas filiadas à APJ (Associação Paulista de Jornais), à qual o Diário é associado, quarta-feira, na Capital.

A crítica de Doria tem nome e sobrenome: Márcio França (PSB). Eleito vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), França foi alçado ao posto máximo do Estado com a renúncia do tucano, que é pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Enquanto França concorre ao Palácio dos Bandeirantes na cadeira de governador, Doria teve de renunciar ao posto de prefeito de São Paulo para disputar a corrida estadual.

Doria ainda lembrou que Alckmin precisou deixar o governo para disputar o comando do Planalto, e que isso também seria injustiça. “Enquanto Geraldo está afastado para concorrer à Presidência da República, meu adversário, o Márcio Cuba, digo, o Márcio França, não. Ele pode fazer campanha usando a máquina.”

Fonte: Daniel Tossato - Diário do Grande ABC

PTB vai oficializar apoio a Geraldo Alckmin dia 28


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O PTB marcou para o dia 28 de julho a sua convenção nacional. No evento, o partido deve oficializar aliança com o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, na disputa presidencial. O tucano, obviamente, deverá comparecer à cerimônia, que está prevista para acontecer em Brasília.

Em evento evangélico com presidente do PRB, Alckmin é chamado de presidente


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Bispo Robson Rodovalho e Geraldo Alckmin

No mesmo dia em que anunciou a desistência da candidatura de Flávio Rocha da disputa ao Planalto, o presidente do PRB, Marcos Pereira, esteve ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin, na noite de sexta-feira (13), em evento da igreja Sara Nossa Terra, em São Paulo. O tucano foi apresentado ao público pelo bispo Robson Rodovalho, líder da igreja, como "presidente".

Ao anunciar a retirada da pré-candidatura de Flávio Rocha, o partido avisou que iria abrir espaço para o diálogo com o campo de centro.

"Há um entendimento claro de que o país não pode flertar com os extremos e, por isso, mais do que nunca durante todo o processo, é fundamental que as forças de centro se unam num único projeto", diz a nota.

A bispa Lúcia, esposa de Rodovalho, fez uma oração para o tucano. Na prece, pediu que os caminhos do "pré-candidato" sejam abertos e terminou muito aplaudida. Alckmin retribuiu o gesto:

- Tudo que o Brasil precisa é reavivar a fé, os valores cristãos - disse o tucano.

Segundo a assessoria de Alckmin, esta foi a sétima vez que Alckmin participou do evento, que é chamado de "Celebrações Proféticas" e cujo público é majoritariamente jovem.

Fonte: O Globo



PSDB oficializará candidatura de Alckmin ao Planalto em 4 de agosto


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O PSDB vai oficializar a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República no dia 4 de agosto, véspera do prazo final definido pela Justiça Eleitoral. O diretório nacional se reunirá com delegados e lideranças tucanas em Brasília.

Alckmin fecha com PSD e amplia bloco de apoio nas eleições 2018


Pré-candidato tucano à Presidência sela aliança com legenda do ministro Gilberto Kassab; para acordo, PSDB retira candidaturas no DF e Rio Grande do Norte

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

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O ex-governador e presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) selou nos últimos dias uma aliança com o PSD para as eleições 2018. O anúncio oficial deverá ocorrer na convenção da sigla, prevista para o dia 28 deste mês ou 4 de agosto. O acordo injetou ânimo na pré-campanha tucana no momento em que partidos do Centrão, bloco partidário liderado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vivem um impasse sobre a corrida pelo Palácio do Planalto.

Nas eleições de 2014, o PSD elegeu 36 deputados – a quinta maior bancada da Câmara. Isso garantiria à legenda fundada pelo ministro Gilberto Kassab cerca de 1 minuto e 40 segundos de tempo de rádio e TV por dia nos dois blocos do horário eleitoral. O PSD tem 7,02% da fatia total do palanque eletrônico. Para efeito de distribuição de tempo de exposição no horário eleitoral, o critério é o tamanho da bancada eleita há quatro anos.

O acordo com o PSD é tratado por tucanos com uma vitória política em uma etapa decisiva das articulações partidárias. As convenções começam em menos de 15 dias e a campanha do ex-governador de São Paulo é vista com desconfiança por potenciais aliados por causa do seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto – considerado aquém das expectativas. 

Na negociação com Kassab, o PSDB abriu mão de lançar candidatos ao governo para apoiar nomes do PSD. É o caso do deputado Izalci Lucas, que abdicou da disputa no Distrito Federal em favor do deputado Rogério Rosso. No Rio Grande do Norte, o PSDB tirou da disputa o ex-governador Geraldo Melo para apoiar a reeleição do governador Robinson Faria. O PSD espera ainda suporte dos tucanos para a candidatura de Índio da Costa no Rio. 

Com esse acordo, Alckmin caminha para cumprir a meta traçada por seus aliados no começo do ano: formar até julho um arco de alianças com pelo menos quatro partidos médios e grandes. O tucano já tem promessas de apoio do PPS, PTB e PV. Isso garantiria cerca de 20% do tempo reservado aos presidenciáveis no horário eleitoral.

“Esse bloco assegura um tempo de TV competitivo. Não dá para saber qual será o peso das redes sociais, mas a TV ainda tem a centralidade”, disse o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB. 

“Não vai ter outra candidatura com um bloco maior que esse”, afirmou Roberto Freire, presidente nacional do PPS. O partido se ofereceu para abrigar a candidatura do apresentador Luciano Huck, que acabou desistindo de entrar na disputa presidencial. Depois disso, foi procurado por interlocutores de Marina Silva (Rede), mas optou por ficar com Alckmin. 

A cúpula do PSDB também comemorou o que considera um refluxo na negociação entre o DEM e o ex-ministro e presidenciável do PDT, Ciro Gomes. Os tucanos já davam como certo que o partido de Maia subiria no palanque pedetista. A avaliação é de que, se isso ocorrer, outras legendas do Centrão seguirão o mesmo caminho. 

Para atrair o DEM, o PSDB também oferece apoio à sigla em disputas estaduais, como na Bahia, Pará e Amapá, ampliando o sacrifício de pré-candidaturas tucanas a governador. 
Pré-campanha reforça ofensiva para convencer Alvaro Dias a ser vice de Alckmin

Em outra frente considerada essencial, o núcleo político da pré-campanha de Alckmin reforçou uma ofensiva para convencer o senador Alvaro Dias (Podemos) a desistir de sua pré-candidatura e aceitar ser vice na chapa encabeçada pelo tucano. As conversas, segundo um aliado próximo ao ex-governador, estão acontecendo em “tons objetivos”. 

Dias ainda resiste à ideia, mas aceitou conversar com seu antigo partido. O interlocutor é o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM). A avaliação no entorno de Alckmin é de que o presidenciável do Podemos agrega pouco tempo de TV, mas fortalece a campanha na Região Sul. 

A vaga de vice também pode ficar com um nome indicado pelo Centrão. Coordenador político da campanha tucana, o ex-governador Marconi Perillo citou três opções a empresários recentemente: Aldo Rebelo (Solidariedade), Flávio Rocha (PRB) e Mendonça Filho (DEM). A definição ficará para agosto.

Alckmin diz que pesquisas virarão de ponta cabeça


Fernando CanzianFábio Zanini - Folha.com

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Geraldo Alckmin, 65, pré-candidato do PSDB à Presidência, diz estar "trabalhando" para compor uma aliança com DEM, partido que tem flertado com a candidatura de Ciro Gomes (PDT).

"Se depender de mim, estaremos juntos", disse o ex-governador paulista à TV Folha.

Com 7% das intenções de voto no último Datafolha e atrás de seus principais adversários, Alckmin diz que as pesquisas vão "virar de ponta cabeça".

Sobre suspeitas envolvendo a Dersa e caixa dois para campanhas tucanas, diz que tudo deve ser investigado. "Sou vida limpa", afirma.


PESQUISA
S
Nunca houve uma campanha com tanta fragmentação de pré-candidatos. Há também uma desesperança com a política. Hoje, mais de 60% dos eleitores não têm candidato definido. O que é bom. Mostra que o eleitor estará mais amadurecido.

A dez dias da eleição no Tocantins, quem estava em primeiro era o ex-prefeito da capital e, em segundo, uma senadora. Nenhum dos dois foi sequer para o segundo turno.

Essa pesquisa vai virar de ponta cabeça. A campanha só vai começar mesmo com o rádio e a televisão, que é 31 de agosto. Vai ser uma campanha curta, de um mês.

ALIANÇA COM O DEM

Se depender de mim, estaremos juntos. E já estamos em muito estados. Estamos apoiando os democratas na Bahia, no Pará, no Amapá.

É normal que os partidos tenham como objetivo chegar ao poder e ter candidato a cargo executivo. À medida que eles tinham candidato à Presidência, nós não insistimos. A partir do momento que eles disseram que vão escolher outro candidato, estamos trabalhando e queremos estar juntos.

Hoje já temos cinco partidos encaminhados para uma aliança, o que nos dará cerca de 20% do tempo no rádio e na TV. Temos um diferencial que é o que fizemos, pois entre o falar e o fazer na política existe um abismo. Como ex-governador (de São Paulo), dá para mostrar o que foi feito.

DESAFIOS

Não vai ser fácil para quem assumir a Presidência. É o sexto ano de déficit primário, com a dívida pública do governo passando os R$ 5 trilhões, chegando a mais de 75% do PIB.

Não é um quadro simples. Mas quem for eleito vai ter mais de 50 milhões de votos e a legitimidade disso é muito grande para poder implementar rapidamente as reformas.

Faremos a reforma política, com voto distrital ou distrital misto, com cláusula de desempenho mais forte. Também a reforma tributária, para simplificar o modelo, a reforma da Previdência e a reforma do Estado. Vamos enxugar, reduzir.

AJUSTE FISCAL

Nós sabemos fazer ajuste fiscal e vamos fazer isso rapidamente para a economia voltar a crescer. Não vai ter crescimento sem investimento e não vai ter investimento sem confiança de que estamos no rumo certo e que o país não vai quebrar.

E com isso podemos ter política monetária de juros baixos, câmbio competitivo e o Brasil volta a crescer. Faremos também uma grande inserção internacional. Eu pretendo abrir a economia.

CAIXA 2, CCR E DERSA

A Folha publicou na Primeira Página matéria que repercutiu em todas as televisões, rádios e sites e que era mentirosa. Ela dizia que dentro do inquérito havia sido dito que teria recursos da CCR para a minha campanha em 2010.

Ficamos sabendo e nosso advogado leu de A a Z. Não tem nem menção. Fazer uma matéria de ouvir dizer é muita irresponsabilidade. Não se pode brincar com o caráter das pessoas.

[Em maio, a Folha publicou reportagem mostrando que a CCR, maior concessionária de estradas do país, repassou R$ 5 milhões para o caixa dois da campanha de Alckmin, segundo relatos de representantes da empresa ao Ministério Público. O dinheiro teria sido entregue ao cunhado do tucano, o empresário Adhemar Ribeiro, segundo a narrativa feita à Promotoria, que ainda investiga o caso].

Agora, se surgiu uma denúncia, investigue-se. Sou vida limpa. Tenho 40 anos de vida pública e meu patrimônio não dá para comprar aquela máquina ali [diz, apontado para uma câmera].

Precisa respeitar as pessoas. Essa forma de jogar todo mundo, dizer que ninguém presta, é um grande desserviço para a sociedade, porque você destrói a política.

Com o Paulo Vieira [de Souza, ex-diretor da Dersa investigado por desvios] eu não tenho nenhum relacionamento. Com o Laurence Casagrande [outro ex-diretor da Dersa investigado] eu não tenho nenhuma intimidade.

'Bolsonaro e Ciro', artigo de Vera Guimarães


O Estado de S.Paulo

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Ciro Gomes adora apontar autoritarismo e vazio de ideias em Jair Bolsonaro – que, por sua vez, execra o pedetista por ser de esquerda e próximo ao PT. Mas a noção que ambos têm de autoridade e os caminhos de governabilidade que apontam caso sejam eleitos não são diferentes. Isso sem falar no pavio curto. 

Ambos acreditam, e dizem, que são os únicos capazes de tirar o País da gravíssima crise em que se encontra. Ainda que identifiquem culpados e remédios diferentes, o instrumento que apontam para resolver o nó é o mesmo: restauração da autoridade. Negociação com o Congresso? Vai se dar nos termos que Ciro e Bolsonaro quiserem. Afinal, serão eleitos para colocar ordem na casa. Quem ousaria se opor? Partidos? Nenhum dos dois vai negociar nos termos do presidencialismo de coalizão de hoje.

Então como se dará isso? A resposta em entrevistas e sabatinas é sempre vaga, amparada em bravatas e lastreada por essa ideia torta de “quem manda” que Dilma Rousseff também tinha, até ser debulhada por Eduardo Cunha e seu Centrão. Ciro fala em fazer reformas constitucionais por meio de plebiscito ou referendo. Questionado sobre a proposta de revogar a reforma trabalhista, e vaiado por uma parcela da plateia na sabatina da CNI por conta disso, tasca: “É assim que vai ser. Ponto final”.

Bolsonaro diz ter o apoio de 100 deputados catados no varejo e cujas faces ainda são um mistério. Isso não é suficiente para se mudar nem nome de rua, mas o pré-candidato segue pregando sua cantilena moralista e belicosa, escondendo o jogo na economia e deixando para lá a questão do respaldo no Congresso. Que é fulcral. Mais: enquanto em praça pública ambos bravateiam o “eu faço e aconteço”, nos bastidores negociam segundo os velhos preceitos com partidos como PR, no caso de Bolsonaro, e PP e DEM, no de Ciro.

Como Bolsonaro, que deve parte de seu sucesso ao discurso contra a corrupção, vai explicar a presença do partido de Valdemar Costa Neto em seu palanque? Só tirá-lo da foto não vai colar. 

E Ciro, que vocifera contra o impeachment e o “golpe”, como explicará, caso sele a aliança que costura, a presença de dois partidos que estiveram na gênese da deposição de Dilma e ascensão de Temer?

A lógica que permite conciliar um discurso duro para fora e negociações ao pé de ouvido nos bastidores é a mesma para ambos. E é da velha política. E a relação com o Supremo, como será? Na mesma semana, Ciro e Bolsonaro usaram a mesma frase para se referir a isso. “Cada um no seu quadrado”, disse o pré-candidato do PDT na quarta. Foi a mesmíssima frase que o postulante do PSL repetiu na sexta-feira, ao tentar explicar sua polêmica proposta de dobrar o tamanho da Corte no curso de um só mandato. Como se não houvesse separação entre os Poderes e coubesse ao Executivo delimitar quadrados que a própria Constituição faz com que sejam comunicantes.

Por fim, se chega à economia. Aqui, as diferenças programáticas e de tom são patentes, é verdade. Diante da evidência de que de fato não manja patavinas do assunto, Bolsonaro afeta uma inédita humildade para dizer que delegará tudo a Paulo Guedes. Como se sua história parlamentar e sua viseira ideológica (que o faz desdenhar da China como parceiro, por exemplo) não mostrassem com clareza que essa carta branca será revogada tão logo ele se sente na cadeira.

Ciro, ao contrário, propaga que tudo sabe sobre economia. E acena com expropriação de áreas de petróleo, controle de câmbio e de juros e indução do crescimento por meio de crédito público. De novo, nos dois casos, a receita não é boa. Seja porque o postulante não sabe o que diz, no caso de Bolsonaro, seja porque o que diz já deu errado num passado bem recente, no de Ciro.

Juventude do PSDB cria concurso para quem quer passar dia com Bruno Covas


Quem escrever a melhor frase com as palavras 'juventude' e 'São Paulo' ganha o prêmio

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Quem quer passar um dia com o prefeito? A juventude do PSDB acredita que muitos têm esse desejo e criou um concurso para pessoas de 16 a 29 anos: quem escrever a melhor frase com as palavras “juventude” e “São Paulo” ganha o prêmio.

Para se inscrever siga estes passos:

1- Curta a página da JPSDB Paulistana; www.facebook.com/jpsdbcidadedesaopaulo/
2 - Compartilhe este post em modo público no seu facebook; (clique aqui)
3 - Ao compartilhar escreva uma frase contendo as seguintes palavras: “JUVENTUDE” e “SÃO PAULO”;
4 - Marque 3 amigos no post oficial.
5 - Ter entre 16 e 29 anos de idade.

‘Temos de reinventar a campanha em SP’, diz Bruno Covas


Coordenador da campanha de Alckmin no Estado, prefeito da capital diz que tentará unificar prefeitos em torno do tucano nas eleições 2018

Adriana Ferraz - O Estado de S.Paulo

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, PSDB, coordenador da campanha do presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, no Estado 

Escolhido como coordenador da campanha presidencial de Geraldo Alckmin em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que terá de “reinventar” a campanha no Estado e “agitar” os prefeitos em torno da candidatura tucana ao Planalto nas eleições 2018. Para Covas, o fato de Alckmin não liderar as pesquisas de intenção de voto em São Paulo pode ter relação com desgaste de quem governou o Estado por 14 anos. “Vamos lembrar as pessoas sobre quem é o Geraldo Alckmin”, afirmou. Abaixo, leia os principais trechos da entrevista ao Estado.

O ex-governador Geraldo Alckmin não lidera as pesquisas de intenção de voto em São Paulo, Estado que comandou por quase 14 anos. Como reverter isso?
Vamos ter de reinventar a campanha no Estado de São Paulo e no Brasil. Acho que o que temos de fazer é agitar o partido, os prefeitos e a militância. A primeira ação será reunir, na semana que vem, os prefeitos das maiores cidades administradas pelo PSDB com o Lula Guimarães, o coordenador de comunicação, para afinar o discurso, saber quais pontos devem ser ressaltados em relação ao Alckmin, enfim, botar todos os prefeitos também com um discurso unificado em defesa dele.

É uma espécie de unificação do PSDB em São Paulo?
É natural que num partido com muitos quadros, muitos líderes, você tenha disputas internas por espaço. Não sou eu quem vai unificar o partido, mas não tem nenhum sentido quem é do PSDB fazer campanha para quem não é.

Como fica a situação de Geraldo Alckmin com seu sucessor Márcio França, que vai disputar a reeleição pelo PSB? Isso pode prejudicá-lo?
Certamente o Márcio França, que é uma pessoa também partidária, entende a posição do candidato Geraldo Alckmin, que, além de candidato, é presidente nacional do PSDB. Como ele (Alckmin) não vai apoiar os candidatos do partido? Não teria como não ser dessa forma. França vai compreender.

Por que Alckmin não ganha em São Paulo, segundo as pesquisas de intenção de voto? Reverter a liderança de Jair Bolsonaro é o maior desafio?
Acho que ele (Alckmin) enfrenta consequências dessa rejeição que a população tem dos políticos, da classe política. Ele acaba sofrendo isso por ser uma pessoa que governou São Paulo por 14 anos, foi deputado, prefeito. Agora, na fase da campanha, vamos lembrar as pessoas sobre quem é o Geraldo Alckmin, o que ele já fez, o que vai fazer pelo Brasil. E canalizar essa revolta da população no que há de melhor na classe política e não na negação da política, no voto em branco, nulo, no voto de protesto.

O apoio do eleitorado em São Paulo por Bolsonaro pode ter relação com um desgaste do próprio PSDB?
Olha, na última eleição, em 2016, quando a gente já sofria esse processo de desgaste da classe política, o PSDB ganhou nas principais cidades do Estado. Então, acho que está muito cedo ainda para avaliar resultado de pesquisa eleitoral.

Há alguma chance de João Doria ocupar a vaga de candidato à Presidência pelo PSDB em substituição a Alckmin?
Dentro do PSDB ninguém trabalha com essa hipótese.

A rejeição ao nome de Doria após ele ter deixado a Prefeitura pode prejudicar não apenas sua eleição para o governo como também o desempenho de Alckmin?
Acho que a rejeição não é à pessoa dele ou ao governo dele. É ao fato de ele ter saído para disputar o governo do Estado. Isso não vai prejudicar o desempenho dele no Estado nem o do Alckmin. É que as pessoas preferiam que ele tivesse ficado na Prefeitura, mas, certamente, vão dar mais um voto de confiança pelo o que ele fez e ainda vai fazer no governo e em parceria com a Prefeitura.

Esse trabalho de coordenação será feito então nas suas horas de folga?
Claro, aos fins de semana e em todo o Estado de São Paulo.