Convite: Lançamento oficial das pré-candidaturas jovens do PSDB-SP - 02/06


Tucanos dizem que Lula ameaça a democracia


CHRISTIANE SAMARCO - O Estado de S.Paulo

A cúpula do PSDB fez ontem duras críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa do encontro que ele teve com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente nacional do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) acusaram Lula de ameaçar a democracia, ao tentar interferir em outro Poder para adiar o julgamento do processo do mensalão no STF.

"Ninguém está acima da lei e ninguém pode tudo num país que preze a democracia", criticou Aécio, ao se declarar surpreso com a ação de Lula que, antes de deixar o cargo, anunciava que iria mostrar como deve se comportar um ex-presidente, contrapondo-se ao antecessor Fernando Henrique Cardoso.

"Vivemos um momento grave, uma crise institucional. O Lula e o PT ameaçam o STF e o Procurador-Geral da República, o que nunca aconteceu na história do País", emendou Guerra.

O senador entende que "há algo de veracidade" nos relatos do ministro Gilmar. Para o presidenciável tucano, se confirmada, a conversa entre eles é algo "triste para a democracia e grave do ponto de vista das instituições".

Aécio ressaltou que a existência, no Brasil, de instituições "absolutamente sólidas que saberão enfrentar esse "início de crise institucional" o tranquiliza. Mas insistiu que, a seu ver, houve um excesso de Lula que será julgado pela população.

Guerra e Aécio participaram na capital federal de um encontro com pré-candidatos do PSDB às prefeituras das cem maiores cidades brasileiras,

Em São Paulo, durante sabatina no SBT, o ex-governador e pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, também comentou o caso: "Está tendo um problema entre as instituições, sem dúvida alguma. Por outro lado, a presidente Dilma não pode dizer outra coisa (em nota do Planalto, ela negou risco de crise institucional). Ela tem que contribuir para a estabilidade. Se ela diz que tem risco de instabilidade ela contribui para isso." / COLABOROU FELIPE FRAZÃO

Tucanos impedem votação de medalha para Haddad em SP


Folha.com

Uma manobra do PSDB adiou ontem a votação, na Câmara Municipal de São Paulo, de projeto que prevê a entrega da medalha Anchieta e de um diploma de gratidão ao candidato do PT a prefeito, Fernando Haddad.

Os vereadores tucanos derrubaram a sessão para impedir que as homenagens ao petista fossem aprovadas.

O projeto precisa de voto favorável de dois terços da Casa, ou 37 parlamentares. Após a votação de ontem, o painel registrou 32 votos "sim", um "não" e nenhuma abstenção.

Segundo o autor do projeto, vereador Francisco Chagas (PT), o texto deve voltar a votação na semana que vem.

Na semana passada, os petistas promoveram um ato semelhante para homenagear o ex-presidente Lula.


Foto: Ricardo Stuckert

'Prefeitura não é graduação', diz Serra contra rivais


FELIPE FRAZÃO - Agência Estado

Pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, José Serra resolveu atacar, de forma velada, a falta de experiência em cargos de chefia no Executivo de seus principais adversários na corrida eleitoral. Sem citar nomes, o ex-prefeito paulistano, ex-governador do Estado e ex-ministro da Saúde disse nesta quarta que a Prefeitura não pode servir de curso para ninguém aprender a governar.

"Governo não é curso de graduação ou pós-graduação. A pessoa vai lá e depois de um ano diz ?Ah, eu aprendi etc. e tal?", disse Serra, após sabatina nos estúdios do SBT, em Osasco, Grande São Paulo. Para o tucano, o prefeito eleito tem de "saber o que fazer em cada área" desde o dia da posse. "Ninguém vota em você para que você aprenda. Votam para que você realize as coisas que disse que ia fazer a partir do primeiro dia. Esta, aliás, é a minha marca."

De todos os pré-candidatos apresentados pelos partidos para a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), Serra é o único que já ocupou o posto de comando nos Executivos municipal e estadual.

O petista Fernando Haddad traz no currículo quase sete anos à frente do Ministério da Educação nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além da chefia de gabinete da Secretaria de Finanças paulistana na gestão Marta Suplicy. O peemedebista Gabriel Chalita foi secretário estadual de Educação de Geraldo Alckmin. Outros pré-candidatos acumulam experiência parlamentar, como o ex-deputado Celso Russomanno (PRB) e a ex-vereadora Soninha Francine (PPS), entre outros.

Aos 70 anos, Serra é o veterano dos pré-candidatos a prefeito, mas usa como blindagem ao discurso de renovação já colocado pelos adversários que suas gestões são marcadas por políticas "inovadoras". Um dos instrumentos para isso está na juventude tucana: militantes do partido têm dito que "Serra é jovem há mais tempo".

"Adversário joga tudo e tem o direito de dizer qualquer bobagem", disse Serra. "Pode ter gente que fez tanto, mas ninguém que fez tanta inovação, teve tanta ideia nova quanto eu."

Serra não acredita que o julgamento do mensalão afete negociações de aliança com o PR. O partido tem quadros réus no processo, entre eles o líder nas conversas com o PSDB, Valdemar Costa Neto. 

Lula insiste em minimizar mensalão, diz FHC


Para tucano, ex-presidente tentou 'tapar o sol com a peneira' se de fato pressionou Gilmar Mendes para atrasar julgamento de processo

Cláudia Trevisan, correspondente de O Estado de S.Paulo

PEQUIM - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou "tapar o sol com a peneira", caso tenha realmente pressionado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes a adiar o julgamento do mensalão, afirmou nessa quinta-feira, 30, seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso.

"[O Lula] tem a tese de que o mensalão foi uma farsa, desde aquela declaração que deu em Paris [em 2005], com a qual tentou minimizar o mensalão. Se ele fez isso, e eu não posso afirmar porque não tenho dados, ele está insistindo na mesma tese", declarou FHC em Pequim.

Ressaltando não saber o que ocorreu no encontro entre Lula e Mendes, o tucano observou que "tentativas de tumultuar uma decisão dessas, de qualquer dos lados, não ajudam".

Segundo ele, "o Brasil avançou muito e chegou o momento em que essas coisas [o julgamento] têm que ser encaradas com naturalidade, com normalidade". O ex-presidente foi responsável pela nomeação de Gilmar Mendes para o STF, em 2002.

Se Lula ainda fosse presidente, a eventual pressão sobre o STF seria ainda mais "ilegítima", ressaltou. "Como cidadão, ele tem até mais liberdade. Ainda assim, acho que temos que guardar a distância necessária para que as instituições tenham sua respeitabilidade", afirmou.

"O que é importante é que haja um julgamento. É o que país todo espera, que haja um julgamento e que o julgamento seja correto, que o que está lá nos autos seja objeto de sanção", ressaltou o ex-presidente. "O país espera que o Tribunal atue com independência e objetivamente nos diga, 'é verdade' ou 'não é verdade'."

O tucano estava em Pequim para falar a empresários e investidores em encontro promovido pelo banco Itaú. A instituição financeira não informou jornalistas brasileiros baseados na capital chinesa sobre o evento. Representantes do banco chegaram a afirmar que os correspondentes estavam "proibidos" de entrevistar o ex-presidente, o que se mostrou inócuo quando o próprio se dispôs a falar.

Com 3% das intenções de voto, Haddad apela para "blogueiros governistas"


O candidato à Prefeitura de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), que na última pesquisa de intenção de votos não passou dos ínfimos 3%, decidiu apelar aos "Blogueiros Governistas" e pedir ajuda em sua campanha na internet. 

Segundo o site www.claudiohumberto.com.br o grupo marcou jantar nesta semana na casa do jornalista Paulo Henrique Amorim, que é apresentador da TV Record e mantém o blog Conversa Afiada. Na ocasião, estiveram presentes Luis Nassif, Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha, Renato Rovai, Altamiro Borges, Conceição Oliveira, Paulo Salvador e Sérgio Lírio.

É de conhecimento público que estes blogs são financiados por verbas de estatais (dinheiro público) para defender os interesses dos governo petistas, Lula, Dilma, José Dirceu e demais mensaleiros.

Ainda sobre a campanha do petista na internet, o Painel da Folha de hoje, comenta que Haddad, mesmo aconselhado por assessores, resiste ao uso regular do Twitter. Seu microblog tem apenas 3.535 seguidores, segue 31, 14 postagens, a última em 27 de março.

Já seu principal adversário, José Serra (PSDB), tem um blog próprio, atualizado frequentemente, página no Facebook 26.433 assinantes e Twitter com 983.632 seguidores, segue 6.885 e posta em seu microblog praticamente todos os dias, inclusive respondendo aos seus seguidores.

Diante deste quadro, os "Blogueiros Governistas" (e bem pagos), conseguirão fazer o candidato petista  desempacar dos 3%?

WELBI MAIA BRITO
Editor
Twitter: 
welbimaia@hotmail.com

PSDB afina discurso de pré-candidatos à Prefeitura em Brasília


Encontro, que não contará com participação de José Serra, terá duras críticas ao PT e ao governo Dilma Rousseff


iG São Paulo 

O PSDB reúne nesta quarta-feira em Brasília seus pré-candidatos às prefeituras das cem maiores cidades brasileiras. O encontro para afinar o discurso dos tucanos na disputa municipal Brasil afora será aberto pelo presidente nacional do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), que fará duras críticas ao PT, ao governo federal e à presidenta Dilma Rousseff.

"Vou dizer que PT é corrupção, é risco à democracia, e que Dilma é sinônimo de governo sem obras e com resultados deploráveis na saúde", antecipou.

Guerra lembrará as vaias dos prefeitos à presidenta, na Marcha Nacional de 15 de maio último, quando Dilma abordou a questão da distribuição de royalties de petróleo, para destacar que os apupos dão a medida exata da insatisfação dos municípios com o governo petista.

Sentado ao lado do senador Aécio Neves (MG), o presidente do PSDB dirá que Dilma comanda um governo sem política industrial e que quer combater a desindustrialização dando incentivos a setores da indústria, como o automotivo, às custas das prefeituras, com recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra, não comparecerá ao encontro. Ele participará de uma sabatina organizada pelo SBT, que tem início às 14h30.

Aécio foi escalado para fazer uma palestra sobre "O Brasil contemporâneo e as eleições municipais". A lista dos palestrantes também inclui o ator global Odilon Wagner, que falará sobre "o uso adequado da TV na campanha eleitoral" e o publicitário Eduardo Guedes, que vai mostrar como fazer uma campanha competitiva.

O ex-deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas, que disputará a prefeitura de Vitória já dirigida por ele ao longo de dois mandatos, vai falar sobre a eleição municipal e o desafio das cidades brasileiras. Outro ex-prefeito convidado a saudar os tucanos é o deputado Emanuel Fernandes (SP), que levará aos pré-candidatos sua experiência bem sucedida em São José dos Campos, abordando o tema "um governo municipal moderno no Brasil".

Com Agência Estado

Bebida alcoólica pode ser proibida em postos


FELIPE TAU - Jornal da Tarde

Os postos de gasolina da cidade de São Paulo podem ser proibidos de vender bebida alcoólica. É o que prevê projeto de lei que tramita na Câmara Municipal e está pronto para ser votado em plenário. O objetivo da proposta é reduzir os acidentes de carro provocados pelo consumo excessivo de álcool e coibir o barulho dos grupos que se reúnem para beber nesses estabelecimentos.

Os postos estariam no foco da medida pela facilidade de motoristas terem acesso a bebidas alcoólicas nesse tipo de estabelecimento. Segundo dados do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), cerca de 50% dos 2 mil postos da capital têm lojas. A bebida alcoólica costuma ser o produto mais vendido, representando 20% do faturamento dessas lojas, em média.

“Eles oferecem estacionamento gratuito e em grandes pátios, além do fato de se poder consumir de imediato uma bebida alcoólica ali”, disse o vereador Floriano Pesaro, líder do PSDB na Câmara, e autor do projeto.

O designer Paula Ankier, de 23 anos, também acha que a facilidade que os postos oferecem é um atrativo para os irresponsáveis. “O motorista que encosta para comprar tem uma grande tendência de sair embriagado. Se o lugar não vender, ele pode desistir de beber”, afirma ele, que costuma abastecer em um posto na Lapa, zona oeste, onde grupos se encontram no local para beber.

Cliente do mesmo posto, o engenheiro civil Filipe Souza, de 23 anos, acha a proposta inócua. [IP8,0,0]“Se a pessoa quiser beber e depois dirigir, vai comprar em qualquer lugar”, argumenta ele, que costuma se reunir com amigos em postos de combustível.

Funcionária do estabelecimento visitado pelo Jornal da Tarde ontem, a vendedora Adriana Aparecida Diniz, de 31 anos, concorda com Souza. Argumenta que muitos dos frequentadores do local compram a bebida fora de lá. “As pessoas têm que ter consciência. Além disso, não adianta só proibir, porque 30% dos jovens que se reúnem aqui já trazem a bebida de outro lugar.”

O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Mauro Augusto Ribeiro, acredita que a proibição da venda de bebida alcoólica nos postos seria um recado para a sociedade. “É preciso ter controle maior sobre pontos de venda e consumo de álcool. Associar direção e álcool não dá”, afirma. Ribeiro reforça seus argumentos com dados sobre mortes no trânsito: “80% dos acidentes ocorridos entre 0h e 6h são causados por pessoas alcoolizadas.”

Já o presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia, defende que a embriaguez ao volante não é problema dos postos. “Proibir o posto e, ao lado, ter um bar ou um supermercado vendendo, é ser muito drástico com uma categoria só”, queixa-se. “Essa lei não é a salvação da pátria. É preciso fazer legislação mais dura para quem for pego bebendo parar de dirigir”, defende.

O vereador afirmou ontem que pretende pedir para o projeto ir à votação em plenário ainda hoje. A proposta, em tramitação desde agosto de 2011, já passou por duas comissões e foi aprovada por ambas. O vereador diz que ela foi baseada em estudos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

O texto prevê multas de R$ 2 mil a R$ 12 mil aos postos flagrados pela fiscalização, de acordo com seu faturamento. Na primeira reincidência, o valor da multa dobra e o estabelecimento fica fechado por 30 dias. Na segunda, o local tem o alvará cassado.

Charge: Pizza, Gilmar?



Gilmar Mendes acusa Lula de ajudar 'bandidos'


MARIÂNGELA GALLUCCI - Agência Estado

Um dia depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negar em uma nota de apenas 184 palavras ter feito pressão sobre ministros do Supremo Tribunal Federal para adiar o mensalão, o ministro Gilmar Mendes acusou o petista de irradiador da "central de divulgação" de boatos montada para minar o STF e abafar o julgamento dos mensaleiros.

Em 19 minutos de entrevista, Gilmar Mendes afirmou que "gângsteres" e "bandidos" tentam "melar" o julgamento do mensalão. O ministro afirmou que o ex-presidente era a central de divulgação de informações, segundo ele, falsas, de que teria recebido favores do esquema comandado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

"Chantagistas, bandidos, desrespeitosos", repetiu o ministro, com o tom de voz alterado, durante entrevista na tarde de terça na entrada da sessão de julgamentos da 2.ª Turma do STF. Segundo ele, o objetivo do grupo de "gângsteres" era atrapalhar o julgamento do mensalão por meio da divulgação de informações mentirosas de que a Corte estaria envolvida em corrupção.

O ministro afirmou que os "bandidos" também tentaram fazer isso com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que é o responsável pela acusação contra os réus do mensalão. Segundo ele, Lula seria a central das informações. "Eu acho que ele está sobreonerado com isso. Quer dizer, estão exigindo dele uma tarefa de Sísifo."

Mendes disse que o STF tem de julgar agora o processo aberto em 2007 contra suspeitos de envolvimento no principal escândalo de corrupção do governo Lula. "Por que eu defendo o julgamento (em breve)? Porque nós vamos ficar desmoralizados se não o fizermos. Vão sair dois experientes juízes (Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso terão de se aposentar no segundo semestre), virão dois novos, contaminados por uma onda de suspicácia. Por isso que o Supremo tem de julgar neste semestre, tem de julgar logo. E por isso essa pressão para que o tribunal não julgue."

Indagado sobre o fato de o ex-ministro Nelson Jobim não ter confirmado a suposta tentativa de Lula de intimidá-lo, respondeu: "Se eu fosse Juruna eu gravava a conversa, né? Ficaria interessantíssimo. Estou dizendo a vocês o que ocorreu. Posso ter uma interpretação errada, é um relato de uma conversa de quase duas horas. Mas os senhores sabem de uma coisa: eu não tenho a tradição de mentir. Eu posso até interpretar os fatos, mas os senhores não me viram me desmentindo ao longo da minha carreira", declarou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.