"A cobrança ao PSDB é do seu tamanho", artigo de Welbi Maia


As cobranças e críticas ao  PSDB são do tamanho da sua força e importância 

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No últimos meses a grande mídia, sites e blogs de política só falam do PSDB. Mas a que se deve tantos comentários, análises e criticas? Por quê tanto destaque? Bem, a crise política que o país vive nos últimos anos não é segredo pra ninguém. E nenhum partido está imune a ela. E com os tucanos não é diferente. Apesar de ser também afetados, os sociais-democratas parecem ser os únicos em que a sociedade deposita alguma esperança para tirar o país da crise política, econômica, social e ética deixada pelo governo Dilma e mantida por Temer.

Parece ser contraditório dizer que a sociedade critica o PSDB por depositar nele alguma esperança. Mas não é. De quem mais cobrariam? Do PT, maior responsável pela policrise que enfrentamos? Do partido que nem praticamente toda sua cúpula investigada, indiciada, processada, condenada ou presa, inclusive seu maior líder? Cobrar do PMDB, que durante todos os anos de lulopetismo foi parceiro e cúmplice? E que ao ascender ao poder, parece ter mantido várias práticas que nos colocaram na situação em que estamos?

Realmente, não há como ter esperança em quem nos colocou na crise ou em seus parceiros. Parceiros estes que não demostram nenhuma intenção de mudar seus modus operandi.

E nesses momentos sempre aparecem os "salvadores da pátria". Com discurso radical, tentam demonstrar força. Apresentam soluções fáceis para problemas complexos. Usam frases de impacto e promessas mirabolantes. Até atraem um certo número de seguidores. Geralmente pessoas de boa fé, desesperados por uma solução imedia. 

O deputado Jair Bolsonaro do PSC-RJ, por enquanto, e Ciro Gomes, do PDT, são exemplos desses falsos messias. Bolsonaro tenta ser a alternativa da direita, tentando fazer crer que os desvios de conduta e de competência dos governos petistas, devem-se apenas a uma questão ideológica. Tenta repetir o fenômeno Trump para se eleger. Já, Ciro, por um total vazio no campo da esquerda, se diz capaz de resgatar o legado do governo Lula que "as elites" interromperam.

Mas, sabemos que bravatas não é bravura. Tanto Bolsonaro, quanto Ciro Gomes são inexperientes, falastrões e sem nenhuma base e comprometimento ideológico. A prova disso é que nunca se mantiveram muito tempo em um partido. Parece que nenhum serve a eles. Se sentem maiores que a legendas pelas quais circularam. Portanto, ambos não carregam consigo a credibilidade que um candidato à Presidência da República necessita.

Existem também aqueles aventureiros, que sem espaço em suas antigas legendas, procuram partidos pequenos para tentar viabilizar uma candidatura. Acreditam que o momento turbulento e um golpe de sorte possam fazê-los Presidente da República. É o caso do senador Alvaro Dias, que sem espaço no PSDB, foi para o PV e agora tenta se lançar pelo ex-PTN, que agora se cham Podemos.

Dos partidos mais tradicionais, um dos  poucos que pode ter condições lançar um candidato com um mínimo de viabilidade e credibilidade é o Democratas. No entanto, falta ao DEM um candidato de expressão nacional. Também pesa a eles saber que disputariam votos com eleitores tucanos. E isso poderiam prejudicar a ambos.

Analisando todos os quadros, é difícil cobrar dos partidos e eventuais candidatos à Presidência da República como cobram do PSDB. Os tucanos também enfrentam problemas. É verdade. Porém, reúne ainda uma série de atributos que trazem alguma esperança. Carrega consigo o legado dos governos FHC, de várias gestões exitosas nos estados e importantes cidades e capitais, nas vitórias nas eleições de 2016. 

O PSDB também é cobrado por seus líderes não conseguirem em momentos importantes terem uma opinião única. E essa deve ser uma de suas maires virtudes. Diferente da maioria das agremiações partidárias, o partido não tem um dono, um cacique que imponha sua vontade em momentos de divergência. Com isso, a mídia acostumada com a opinião unilateral da maioria dos partidos, tende a dizer que o PSDB está rachado. Enquanto, na verdade, o que ocorre é a disputa democrática de suas lideranças pelo comando do partido. É só ver, que outra legenda pode hoje apresentar mais que um candidato com condições reais de vitória em 2018?

É o único partido que consegue dialogar com a esquerda moderada, como o PSB e PPS, e com partidos mais a direita como o DEM e PP. Mantém também boas relações com o PV, PTB e PSD e com os nanicos.

Por ser o partido que mais tem a oferecer ao Brasil é o mais cobrado. Os tucanos precisam reconhecer seu tamanho e importância, assumir a responsabilidade de apresentar propostas e um candidato que possa vencer as eleições em 2018.

Se o PSDB conseguir entender que as cobranças e críticas que lhe fazem são proporcionais ao seu tamanho e força, poderá retomar as rédeas e reconduzir o Brasil para o rumo certo, perdido nas eleições de 2002.


*WELBI MAIA BRITO é publicitário e editor do Blog do Welbi








Governador Geraldo Alckmin renova empréstimo de bombas para combater a seca no Nordeste


Equipamentos da Sabesp usados para superar crise no Sistema Cantareira agora vão ajudar os Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte


O governador Geraldo Alckmin e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, assinaram nesta segunda-feira, 21, a renovação do empréstimo de bombas e tubos da Sabesp para combater a seca no Nordeste. O equipamento, que consiste em tubulações e quatro conjuntos de bombas flutuantes, cada um com capacidade de bombear até 2.000 litros de água por segundo, foi cedido ao Ministério da Integração Nacional em dezembro do ano passado para ajudar a enfrentar a longa seca nos estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará. O evento também contou com a presença do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, e do presidente da Sabesp, Jerson Kelman.

“Nós ficamos muito felizes em poder retribuir aos brasileiros, nossos irmãos do Nordeste, toda a contribuição que eles deram a São Paulo”, afirmou Alckmin. Assim que o empréstimo foi assinado, em dezembro do ano passado, bombas e tubos foram transportados e passaram a funcionar dentro do reservatório de Braúnas, em Floresta (PE), no eixo leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Isto acelerou a entrega das obras no São Francisco e permitiu a chegada da água mais rapidamente à Paraíba, evitando o colapso no abastecimento para quase um milhão de moradores de 18 cidades.

Agora, os equipamentos serão transferidos para o eixo norte e vão acelerar a chegada da água para a região metropolitana de Fortaleza, que enfrenta severa escassez hídrica. A medida vai beneficiar, além da capital cearense, os Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A cessão do equipamento e demais materiais necessários para sua instalação, orçados em R$ 8,26 milhões, será estendida por mais 180 dias. Não há qualquer custo aos beneficiados. Além dos quatro conjuntos de bombas flutuantes, cada um com dois motores e potência combinada de 350 cavalos, foi cedida a estrutura necessária para sua operação, o que inclui dois conjuntos de motores como reserva, bem como 1.800 metros de tubulação para o transporte da água captada, 1.360 metros de cabos elétricos, inversores de frequência e disjuntores, além de outros itens.

As bombas foram utilizadas para captação das reservas técnicas do Sistema Cantareira durante a crise hídrica no Estado de São Paulo, em 2014 e 2015. Elas permitiram usar a água que fica abaixo do nível mínimo de captação na represa. Com esse bombeamento, foi possível enviar essa vazão para a estação de tratamento e, em seguida, para as casas de até 9 milhões de pessoas que eram abastecidas pelo Cantareira.

Agenda do prefeito João Doria 21/08 - São Paulo/SP

AGENDA DO PREFEITO JOÃO DORIA


Evento: Reinauguração da Fonte do Ibirapuera - Concerto no Lago by Maestro João Carlos Martins
Data: Segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Horário: 18h
Local: Parque do Ibirapuera - Av Pedro Álvares Cabral - Portão 10 - Ibirapuera - Zona Sul

'Esquerda perde o rumo e tenta reescrever a História', editorial de O Globo


Bloco nada aprende, mas também nada esquece. Não admite ter trazido de volta a inflação, contra os pobres, e se mantém ao lado da ditadura de Maduro

O GLOBO

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Sem rumo, partidos como o PT, o PSOL, o PCdoB, o PDT e outras organizações autodenominadas de esquerda, como a Central Única de Trabalhadores, têm dado exemplos diários de perda de capacidade de formular propostas realistas, construtivas, para o país. Esvaiu-se a vivacidade com que somavam ideias ao debate nacional, mesmo quando inspirados em modelos fracassados no século passado, como se viu na extinta União Soviética. É lamentável, porque a vitalidade da democracia depende da participação construtiva de todos.

Antes fecundo, o PT se mostra desértico em proposições para o país. Subsiste em estado de negação da própria crise, de fundamentos éticos. Limita-se à tentativa de reescrever o passado, com evidentes falsificações da História.

O PSOL, o PCdoB, o PDT e parcela da Rede aderiram à autodesconstrução. Está visível na Câmara e no Senado a virtual conversão desses partidos em satélites petistas, alinhados nos dogmas e na destruição da identidade.

Esses agrupamentos denominam-se de esquerda. É compreensível no atual e gelatinoso universo parlamentar, mesmo quando desfilam com ideias apropriadas do liberalismo, como é o caso das políticas de renda mínima.

Grave, porém, é a perene negativa à História. Na tentativa diária de reescrevê-la, renegam o direito à verdade, conceito que invocaram no campo jurídico para construir uma narrativa do passado sob a ditadura.

Abjuraram o exercício da política com o maniqueísmo. Cooptaram os movimentos sociais. Omitem os erros nas políticas de saúde e educação — o sistema educacional está devastado, sobretudo nas universidades, por uma pedagogia que alinhou a didática e a formação à negação do debate, admitindo-se apenas as ideias originadas na autodenominada esquerda.

Desequilibraram as contas públicas e reacenderam o estopim da inflação punitiva dos mais pobres. Nos governos de Lula e Dilma premiaram empresas financiadoras de campanhas — as “campeãs nacionais” —, com subsídios do Tesouro em volume dez vezes maior que o destinado aos programas sociais. Essas relações incestuosas emularam a corrupção sistêmica. No Congresso, PT, PSOL, PCdoB, o PDT e parte da Rede uniram-se na interdição do debate, debitando a culpa pela quebra do país na conta do PMDB, antigo sócio no poder e que governa há apenas 14 meses.

Dissimulam, também, na sedução totalitária. Exaltam Getulio Vargas e abstraem a ditadura do Estado Novo. Apoiaram o autoritarismo de Hugo Chávez na Venezuela até com negócios extremamente prejudiciais ao Brasil, como no projeto da refinaria de Pernambuco. E, agora, solidarizam-se com a ditadura de Nicolás Maduro abduzindo a centena de mortos neste ano e os incontáveis presos políticos. Sem aprender com os erros, tentam mudar a História.







Agenda do governador Geraldo Alckmin 21/08 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, assinam nesta segunda-feira, 21, a renovação do empréstimo de bombas para combater a seca nos Estados da Paraíba e Pernambuco. O equipamento, que consiste em quatro conjuntos de bombas flutuantes, cada um com capacidade de bombear até 2.000 litros de água por segundo, foi cedido pelo Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Sabesp, ao Ministério da Integração Nacional, em dezembro do ano passado.

Também participam do evento o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, e o presidente da Sabesp, Jerson Kelman.


Evento: Renovação do Termo de Cessão Temporária de Conjunto de Bombas
Data: Segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Horário: 14h
Local: Auditório Tauzer Garcia Quinderé, na sede da Sabesp; rua Nicolau Gagliardi, 313, Pinheiros, São Paulo

‘Defendo mudança para o parlamentarismo a partir de 2023’, diz José Serra


Senador vê condições para que novo sistema de governo seja aprovado e implementado no Brasil nas eleições de 2022 

Crítico do distritão, Serra diz achar ‘crucial’ transição para o sistema distrital misto 
Foto: EVERTON OLIVEIRA / ESTADÃO

Adriana Ferraz - O Estado de S.Paulo

Um dos fundadores do PSDB, partido que se formou em torno da tese do parlamentarismo, o senador José Serra (SP) defende a aprovação do sistema de governo, que voltou à discussão com a votação da reforma política no Congresso, valendo não para o ano que vem, mas para as eleições de 2022 e sendo implementado em 2023. Para o ex-ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer, o presidencialismo no País tem sido um “fracasso histórico”. “No parlamentarismo, a troca de governo é uma solução. No presidencialismo, é uma crise”, afirmou Serra ao Estado.

Crítico do chamado distritão, o senador disse que há negociações para a aprovação agora do modelo que elege os candidatos mais votados contando que, em 2022, vigore o distrital misto, que, para o tucano, aumentaria a legitimidade democrática. “Acho que seria uma mudança crucial.” 

Na entrevista, Serra não quis falar sobre a propaganda do PSDB, a nova crise interna do partido e a antecipação da disputa eleitoral de 2018. A seguir, os principais trechos.

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Entrevista com José Serra, senador (PSDB-SP) 

A Câmara dos Deputados pode votar a reforma política nesta semana, alterando o atual sistema eleitoral para o chamado distritão. Será uma espécie de transição mesmo para o distrital misto que o senhor defende?
O distritão elege os mais votados, o que enfraquece muito os partidos e dá um peso econômico para a eleição muito grande. Tenho um pé atrás com isso. O que está empurrando para esse modelo agora é o financiamento público de campanha, que pega muito mal na opinião pública e que sou contra. Defendo o distrital misto, onde se divide o Estado em distritos e cada um elege um deputado distrital. Aí, o candidato pode fazer campanha até de bicicleta. E como é misto, o eleitor vota no candidato e no partido, assim como na Alemanha. Os partidos lançariam menos candidatos, sem dúvida, e se gastaria menos. E ainda tem a questão da legitimidade democrática, que aumenta. O eleitor passa a se lembrar do nome de seu candidato e pode cobrar mais facilmente. Temos de mudar a forma de se fazer eleição para contribuir para moralização e maior representatividade democrática.

Há garantia de que seria implementado em 2022?
Estamos procurando uma maneira de negociar para daqui a quatro anos, para valer a partir de 2022. A ideia é que se vote agora e que se crave na Constituição que nas eleições seguintes haverá o distrital misto. Não dá tempo de implantar no ano que vem, mas acho que seria uma mudança crucial. 

Como o parlamentarismo entra nisso?
Aí é outra questão. O parlamentarismo é o sistema de governo. No Brasil, o presidencialismo tem sido um fracasso histórico. Temos sete presidentes que não terminaram o mandato, desde Getúlio Vargas, que se deu um tiro, até a Dilma (Rousseff). Em todos os casos houve uma grande crise. No parlamentarismo, a troca de governo é uma solução. No presidencialismo, é uma crise.

Mas essa mudança nem sempre colabora para a estabilidade política. A Itália, por exemplo, teve mais de 60 governos diferentes em 70 anos. Isso é bom?
A Itália, sobretudo, até os anos 1980, se desenvolveu muito, consolidou sua democracia ao jeito italiano. É ruim, mas não é uma desgraça. Você tem mudança de governo, em certos períodos de maior de instabilidade, mas não é a legitimidade democrática que é contestada. E mais, no parlamentarismo, você está obrigado a ter um funcionalismo com concurso, preparado, com uma margem de cargos de comissão infinitamente menor. 

Também valeria para 2022?
Defendo que se aprove, neste ano ou no começo do próximo, a adoção do parlamentarismo no Brasil a partir de 2023. Até lá, que sejam adotadas as medidas para adoção do sistema. E essa crítica de que no parlamentarismo os deputados teriam muita força é falsa porque eles já têm no presidencialismo ou não têm?

Se os parlamentares já exercem essa força, por que mudar?
No parlamentarismo, o voto deve ser mais responsável. Isso porque se o projeto não passa, o governo corre o risco de cair. Compartilha-se mais a responsabilidade.

O presidente Michel Temer chegou a cogitar nomear um primeiro-ministro ainda durante seu governo, ou seja, até 2018, caso aprovada a mudança, como uma espécie de teste. 
Não seria contra a ideia, imagina, mas acho que não dá tempo.

O senhor seria um bom nome?
Não pensei nisso. Mas a minha vocação é para a vida pública, tanto no Legislativo como no Executivo, de maneira que se tiver um novo sistema vou estar aí, como sempre estive no caso do presidencialismo.

Não descartaria então essa função?
Não me venha com essa, senão vão achar que estou pregando em causa própria. Houve até quem brincasse com isso. Como o Serra não se elegeu duas vezes presidente, ele quer o parlamentarismo para ser o primeiro-ministro. 

Está errado?
Sim, quero o parlamentarismo pelo País, não por mim.

Essa é uma bandeira antiga do senhor. Por que agora seria o momento de adotá-la? 
Tivemos duas quedas de presidente desde a reabertura do processo democrático. Isso mostra a instabilidade do sistema presidencialista. 

Temer já teria caído se o Brasil fosse parlamentarista e ele, primeiro-ministro?
Não sei, pode ser que não. Pode ser que o governo dele tivesse sido reafirmado depois de um voto de desconfiança. No parlamentarismo é assim: você apresenta democraticamente um voto de desconfiança do governo e se o Congresso aprova, o governo cai e o presidente indica outro primeiro-ministro capaz de formar maioria.

Há condição de se aprovar tantas mudanças significativas até o início de outubro?
De se aprovar tem, de se implantar, não. Por isso defendo tanto o distrital misto como o parlamentarismo para 2023, já valendo nas eleições de 2022. Daqui até lá tem de ter preparo, senão não vai funcionar. Na política é preciso vencer dificuldades, transpor obstáculos. Estou convencido de que o melhor pode prevalecer. Política para mim não é a arte do possível, é a arte de ampliar os limites do possível.

A população deve ser consultada em um novo plebiscito para a adoção do parlamentarismo?
Se tiver, que se faça, mas com uma boa campanha para explicar o sistema à população. Vai ganhar desta vez. 





'Se não me tirarem, não arredo um passo do caminho que começamos a trilhar, diz Tasso


Presidente interino do PSDB recebeu apoio de Doria e Alckmin

MARIA LIMA - O GLOBO

O Senador Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB 

Animado com a repercussão do programa do PSDB que causou a indignação de setores governistas do partido, o presidente interino Tasso Jereissatti (CE) disse na noite desta sexta-feira que está disposto a continuar a implementar medidas para reconectar o partido com a sociedade. Se não for afastado, diz, semana que vem comandará uma reunião com presidentes regionais do partido para discutir calendário de convenções.

— Se não me tirarem, e eu continuar, não arredo um passo do caminho que começamos a trilhar para refundar o PSDB. É impressionante a recepção da propaganda na opinião pública e a raiva que provocou em alguns políticos. Isso mostra como estamos distantes da sociedade. Recebi milhares de e-mails dizendo que é isso mesmo e muita gente que encontrei aqui disse que não viu nenhuma acusação a Temer. vamos em frente — disse Tasso.

Depois do apoio público do prefeito João Doria, Tasso recebeu uma ligação do governador Geraldo Alckmin dizendo que apoiava sua manutenção no cargo “de forma contundente”. O senador passou o dia recebendo apoios e conversando com lideranças do partido que entraram em campo para botar panos quentes.

Tasso negou que o partido esteja rachado e defendeu que, neste momento, a sociedade quer discutir os problemas de governabilidade focados no programa de TV. Com quem conversou, deixou claro que não renuncia, e só sai se o tirarem.

Outras lideranças tucanas, contrárias ao seu afastamento, como o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PB), disseram que o momento exige colocar o dedo na ferida. A polêmica gerada mostraria que a propaganda com a marca de Tasso foi “um sucesso”.

— Não faz sentido ninguém botar a carapuça. Por que o mal-estar? A crítica ao sistema que está falido foi feita de forma genérica. E a expressão que causou tanto desagrado, do presidencialismo de cooptação, inclusive foi uma sugestão de Fernando Henrique a Tasso. A versão original falava em presidencialismo de coalizão — defendeu Cássio.

— O programa constata que o sistema político atual é gerador de crises, traz instabilidade e atrapalha projetos estruturantes, sem acusar ninguém individualmente — completa o secretário-geral do PSDB, deputado Silvio Torres (SP), também alinhado com Tasso.

"Ninguém está feliz com a política brasileira hoje", diz Alckmin ao defender programa de TV do PSDB



JÚLIA ZAREMBA - FOLHA.COM


A nova propaganda partidária do PSDB, lançada na última quinta (17), não foi uma crítica direta ao governo de Michel Temer (PMDB). Foi o que afirmaram os tucanos Geraldo Alckmin e João Doria neste sábado (19) durante a inauguração Sesc 24 de Maio, na região central de São Paulo.

A peça publicitária afirma que o partido "deve revisar seus erros" e critica o "presidencialismo de cooptação" –"quando um presidente tem que governar negociando individualmente com políticos ou partidos que só querem vantagens pessoais e não pensam no país", como explica o narrador do vídeo. O termo foi incluído por sugestão de Fernando Henrique Cardoso.

"Não se refere a governo A ou B. É uma constatação. O modelo político partidário brasileiro se exauriu, está falido, e nós precisamos mudar. Então é uma crítica importante", afirmou Alckmin. "O primeiro passo para você melhorar, mudar, é reconhecer que há um problema. Eu acho que o programa procurou colocar o dedo na ferida."

Para o governador, a campanha do partido "abordou uma questão que é o sentimento da população".

"Ninguém está feliz com a política brasileira hoje. Acho que o PSDB teve a coragem de reconhecer isso", disse.

Doria, por sua vez, contou que se reuniu na sexta (18) com o senador Tasso Jereissati, presidente nacional do PSDB, em Fortaleza, e que o parlamentar afirmou que o vídeo não foi "uma crítica direta a Michel Temer".

O prefeito acredita que o partido não sairá "arranhado" após a mea-culpa.

"Pelo contrário, sairá fortalecido. É um partido que reconhece seus valores, suas conquistas, e também a sua necessidade de mudar, de se aperfeiçoar, de estar mais sintonizado com a população."

Durante o evento, o prefeito paulistano também defendeu que os ministros tucanos permaneçam no governo e que Tasso siga como presidente interino do PSDB.

"Estamos na fase da estabilidade para proteger as reformas, de participar ativamente para que a reforma trabalhista seja aprovada o mais rapidamente possível [ela já foi aprovada no Congresso e sancionada por Temer] e, na sequência, reabrir o debate da reforma previdenciária, finalizar dentro do prazo a reforma política e iniciar o ano que vem, quem sabe, debatendo a reforma tributária", afirmou.

Agenda do governador Geraldo Alckmin 19/08 - Itatiba e São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin entrega neste sábado, 19, um conjunto de obras de abastecimento de água no município de Itatiba. Com investimento de R$ 39,2 milhões, as obras contemplam uma nova estação de tratamento de água, além do aumento da captação e tubulações, resultando em uma capacidade total de 500 litros de água por segundo para os moradores.

Na capital, às 11h, Alckmin participa da inauguração do SESC 24 de Maio.


Evento: Entrega da ampliação de estrutura de abastecimento em Itatiba
Data: Sábado, 19 de agosto de 2017
Horário: 8h30
Local: Estrada João Bernardo Filho, nº 140 - Bairro da Ponte - Itatiba/SP

Evento: Inauguração do SESC 24 de Maio
Data: Sábado, 19 de agosto de 2017
Horário: 11h
Local: Rua 24 de Maio, 109 - Centro - São Paulo/SP

Ex-deputado petista, Cândido Vaccarezza é preso em nova fase da Lava Jato


BELA MEGALE - FOLHA.COM

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta (18) as 43ª e 44ª fases da Operação Lava Jato e cumpre mandados em São Paulo, no Rio e em Santos.

Um dos alvos de pedido de prisão temporária é o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, que já foi detido.

É a primeira vez na história da operação que a PF realiza duas fases ao mesmo tempo. No total, são 46 ordens judiciais em cumprimento —29 de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva e seis de prisão temporária.

Os presos serão transferidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

As duas novas etapas da força-tarefa apuram denúncias de corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro na Petrobras.

A 43ª fase se chama Operação Sem Fronteiras e investiga a troca de informações privilegiadas entre executivos da petroleira e um grupo de armadores estrangeiros para favorecer os empresários em contratos com a estatal.

A 44ª fase, por sua vez, foi batizada de Abate, e se concentra na influência de um grupo, apadrinhado por um ex-deputado federal, sobre negociações da Petrobras. Segundo a PF, houve pagamentos indevidos a executivos da petroleira e a outros agentes públicos.

Na nota divulgada à imprensa, a instituição não confirma que se tratava de Vaccarezza. Ex-líder na Câmara dos governos do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma, o ex-deputado anunciou seu desligamento do PT em 2016.

Ainda no partido, ele tentou, em 2014, se reeleger para a Câmara dos Deputados, sem sucesso.